Cultura
Cultura Negra Vive foca na igualdade racial como legado para o futuro
Cultura
O Ministério da Cultura lançou a Campanha Cultura Negra Vive 2026 para ampliar a valorização e a visibilidade das expressões culturais afro-brasileiras.

Por meio de suas estratégias, a campanha reafirma o protagonismo da população negra na formação histórica, social e cultural do país, e promove o reconhecimento das contribuições de artistas, coletivos, territórios, patrimônios, memórias e manifestações culturais afro-brasileiras.
A iniciativa busca não só comemorar, mas também fortalecer o papel da população negra na construção da identidade cultural brasileira.
Além disso, é destacada a relação entre o Dia Nacional da Cultura, celebrado em 5 de novembro, e o Dia Nacional da Consciência Negra, em 20 de novembro, reforçando a conexão entre cultura e promoção da igualdade racial.
O Cultura Negra Vive faz parte da programação nacional do Novembro Negro, projeto voltado para as questões raciais no país, por meio da realização de atividades diversas, como debates e apresentações culturais.
A ação é promovida pelo Ministério da Igualdade Racial, e neste ano tem como tema “Brasil pela Igualdade Racial: o Legado para o Futuro”.
Mapa da Igualdade Racial
A iniciativa integra, ainda, o Mapa da Igualdade Racial, que reúne atividades relacionadas à promoção da igualdade racial no campo cultural.
Interessados em cadastrar seus projetos no Mapa devem acessar o site do Ministério da Cultura e preencher um formulário.
Cultura
Exposição em São Luís homenageia Mestre Bita do Barão de Guaré
Uma referência da história recente das religiões de matriz africana no Brasil, o maranhense Mestre Bita do Barão de Guaré, falecido em 2019, ganha exposição, a partir desta sexta-feira (6), em São Luís, no Maranhão.

Neste Mês da Consciência Negra, o Museu Cafua das Mercês, que fica no centro histórico da capital maranhense, abre seus salões para uma imersão na história, nos saberes e nas tradições de uma das mais importantes manifestações da religiosidade e da cultura afro-brasileira, o Terecô, que teve como seu maior expoente Wilson Nonato de Sousa, o Mestre Bita do Barão.
A exposição “Terecô de Codó: o caminho de Mestre Bita do Barão entre tambores, encantados e ancestralidade” traz objetos, fotografias, documentos e outros registros da trajetória de Mestre Bita do Barão. Em paralelo, a mostra também apresenta ao público rituais, cantos, rezas e toques que consolidaram a tradição mantida viva por homens e mulheres do Terecô Tambor das Matas.
Terecô
A religião de matriz africana, surgida no interior do Maranhão, é muito praticada nos terreiros do interior do estado e tem a cidade de Codó como principal centro mantenedor da manifestação religiosa. Surgida no século 18, o Terecô tem elementos da Umbanda e do Tambor de Mina, entre outras religiões afro-brasileiras, além da influência do catolicismo.
Realizada pelo governo do Maranhão, pelo Museu Cafua das Mercês – Museu do Negro e pela Tenda Umbandista Rainha de Iemanjá, a exposição seguirá aberta aos visitantes até o dia 30 de março do ano que vem.
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