Política
Max Russi critica crise no DAE e diz que Várzea Grande perde oportunidades por falta de água
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Crédito: Luiza Vieira. Foto: Rodrigo Prates
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), fez duras críticas à situação, que considera “lamentável”, em relação à falta de água em Várzea Grande. Segundo o parlamentar, além dos transtornos enfrentados diariamente pela população, o problema compromete a imagem do município, afasta investimentos e dificulta o desenvolvimento da segunda maior cidade do estado.
“É algo que mancha a imagem da cidade de Várzea Grande. No estado inteiro se comenta isso. Você vai no Nortão e o pessoal fala: ‘Em Várzea Grande falta água’. Como você vai desenvolver uma cidade? Como é que você vai atrair uma empresa, uma indústria? Como é que vai defender, digamos assim, ‘vem para Várzea Grande, invista em Várzea Grande’, se quando falam da cidade as pessoas já ligam à falta de água?”, questionou.
O tema ganhou força após o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) reforçar o pedido para que o Ministério Público Estadual solicite à Justiça uma intervenção no Departamento de Água e Esgoto (DAE) da Cidade Industrial. Caso a medida seja autorizada judicialmente, ela precisará ser submetida à apreciação da Assembleia Legislativa.
“Se for feita uma intervenção, ela terá que passar pela Assembleia. Nós vamos analisar e votar. Mas isso precisa ser tratado com responsabilidade para que não seja apenas mais uma promessa. A população de Várzea Grande está cansada de ouvir que o problema será resolvido e não ver resultado”, completou Max.
A solicitação foi formalizada pelo conselheiro Antônio Joaquim em documento encaminhado ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos). O pedido tem como base uma decisão do próprio TCE, que julgou irregulares as contas do DAE e apontou falhas na gestão financeira e operacional da autarquia responsável pelo abastecimento de água no município.
O deputado frisou que não vê condições da prefeitura arcar com os custos de uma solução para o problema, momento em que destacou que a Assembleia está à disposição para auxiliar na questão e cobrou também ajuda do governo.
“É muito ruim você chegar em casa e você não ter água para tomar banho. A dona de casa não ter água para lavar a roupa. É algo que não é cabível na época que a gente vive, nas condições que a gente tem. Então esse problema precisa ser resolvido. Com a prefeitura não vejo condição para resolver a situação da água do município”, finalizou.
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Mulheres em situação de violência podem buscar atendimento na Procuradoria da ALMT
Acolher, orientar e encaminhar são alguns dos principais papéis da Procuradoria Especial da Mulher (PEM) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Com atendimento especializado e sigiloso, a unidade acolhe mulheres em situação de violência ou violação de direitos e também orienta servidores e demais pessoas que presenciem ou tenham conhecimento de casos.
A Procuradoria atende situações de violência física, psicológica, sexual, moral, patrimonial ou digital, além de casos de assédio, discriminação e violência política de gênero. A equipe também acolhe relatos de ameaça, perseguição, controle, humilhação e outras condutas que possam representar violação de direitos.
Quem pode procurar — O atendimento especializado é destinado às mulheres, mas servidores e outros interessados também podem buscar a Procuradoria quando quiserem ajudar ou encaminhar uma colega, familiar, amiga ou outra mulher que esteja passando por uma situação de violência.
A PEM orienta a que não é necessário saber previamente qual tipo de violência está ocorrendo ou qual órgão deve ser acionado. A equipe realiza a escuta inicial, identifica as necessidades e orienta sobre os caminhos disponíveis.
A mulher pode procurar a Procuradoria mesmo que ainda não tenha decidido registrar uma denúncia. “A Procuradoria Especial da Mulher representa a capacidade de atuação do Poder Legislativo no enfrentamento à violência contra a mulher em Mato Grosso. É uma resposta concreta do Parlamento diante de uma realidade que ainda entristece e preocupa o nosso estado”, afirma a coordenadora da PEM, Thayara Novaes.
Os serviços incluem acolhimento e escuta qualificada, orientação jurídica, psicológica e social, encaminhamento e acompanhamento de casos, informações sobre direitos e articulação com os órgãos da Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher.
Foto: Luciano Campbell/ALMT
A Procuradoria também promove palestras, capacitações, campanhas e ações educativas e de prevenção. Outra frente de atuação é o apoio às Câmaras Municipais na criação, implantação e fortalecimento das Procuradorias da Mulher, ampliando a presença dessa estrutura nos municípios.
“Além de oferecer acolhimento, orientação e encaminhamento nas áreas jurídica, psicológica e social, a PEM atua na prevenção, na articulação com a rede de proteção e junto às Câmaras Municipais, ampliando a capilaridade de um serviço que muitas vezes não chega aos pequenos municípios”, destaca Thayara.
Como funciona — Após o relato da pessoa que buscou o serviço, a equipe avalia a situação e os possíveis riscos, presta as orientações necessárias e, quando cabível, encaminha a mulher aos serviços responsáveis, como Polícia, Delegacia Especializada, Defensoria Pública, Ministério Público, saúde e assistência social. O procedimento, de acordo com a PEM, segue um fluxo de acolhimento, identificação da necessidade e do risco, orientação, encaminhamento e, quando necessário, acompanhamento.
A Procuradoria ressalta que sua atuação não substitui a dos órgãos responsáveis por serviços especializados. A PEM não realiza investigação policial, não registra boletim de ocorrência, não concede medidas protetivas nem presta atendimento médico de urgência. Quando a demanda não é de sua competência, a equipe orienta sobre o serviço adequado.
Em situações de risco imediato, agressão em andamento ou ameaça à vida, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190. Posteriormente, a PEM pode atuar no acolhimento, orientação e articulação com a Rede de Proteção.
A Procuradoria Especial da Mulher funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, na Sala 17, no térreo da ALMT. O contato também pode ser feito pelo telefone (65) 3313-6802, pelo WhatsApp Zap-Delas, no (65) 98134-1655, ou pelo e-mail [email protected].
O atendimento é realizado de forma reservada e sigilosa, preservando a privacidade das mulheres e as informações compartilhadas. Não é necessário agendamento para o acolhimento inicial.
Fonte: ALMT – MT
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