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Viva Maria: Ana Maria Gonçalves é destaque no festival de Paracatu

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Olá, gente amiga do nosso programa! Nesta edição, vamos atravessar os “Muros Invisíveis”, projeto que é uma das atrações do 3º Festival Literário Internacional de Paracatu, cidade histórica de Minas Gerais.

A abertura oficial aconteceu ontem e, até o próximo domingo, o evento nos dará a oportunidade de conhecer melhor o universo de pessoas e comunidades tantas vezes invisibilizadas, mas que têm uma trajetória de vida e de luta memoráveis.

Falo especialmente dos afroempreendedores e dos professores negros da rede de ensino local, que, reunidos na Praça da Matriz, promovem debates e reflexões sobre inclusão e respeito à diversidade racial, por meio de exposições e depoimentos.

Cá entre nós, tudo a ver com uma das personalidades homenageadas nesta 3ª edição do Festival: Ana Maria Gonçalves, primeira mulher negra a integrar a Academia Brasileira de Letras (ABL). Ela é autora de Um Defeito de Cor, clássico da literatura brasileira sobre a escravidão, narrado em 951 páginas — não por acaso, um dos romances mais longos da nossa literatura.

Quem já leu garante: a grandiosidade da obra corresponde à sua importância. Que o diga nossa amiga Ruth Lucimar, ou Lu Gomes, para os íntimos. Leitora assídua de todos os gêneros, ela ama os livros e faz da leitura um exercício diário em sua vida.

Seja muito bem-vinda ao nosso programa!


Fonte: EBC Cultura

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Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos

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Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.

Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.

Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.

 A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.

A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.


Fonte: EBC Cultura

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