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Vik Muniz defende estímulo à criatividade na infância

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Engana-se quem pensa que a criatividade é um dom restrito a poucas pessoas. Especialistas afirmam que todos podem ser criativos, especialmente durante a infância, fase em que o cérebro está mais aberto para descobertas, experimentações e novas formas de aprender. O artista visual Vik Muniz comentou a própria experiência e como o estímulo mudou o engajamento nas artes.

“A única coisa que uma criança precisa na vida dela, está nesse momento assim super delicado de vulnerabilidade, é alguém aplaudindo ela. Uma vez, muda a vida para sempre.”

Estimular a criatividade ajuda a criança a enfrentar desafios, resolver problemas e lidar melhor com emoções como ansiedade e estresse. Atividades criativas também contribuem para o bem-estar emocional, promovendo o relaxamento, autoestima e satisfação pessoal.

Fernanda Moscom, psicóloga, explica como o apoio dos adultos pode incentivar a criatividade das crianças.

“Eles têm acesso a todas as brincadeiras. A gente senta para brincar com eles, mas a gente também sempre estimulou eles brincarem sozinhos. É importante a gente oferecer oportunidades da criança brincar. Oferecer oportunidade de deixar ela no chão, né, que é onde ela vai poder se desenvolver. Então, no tapetinho, o tempo de chão é uma coisa muito importante para a criança. É essencial. É como se fosse o trabalho da criança. É a ocupação que ela precisa ter, né? Porque é através do brincar que ela vai se desenvolver de todas as formas, né? Desde a área motora até a área da cognição lá na frente. Então o aprendizado da criança, ele também se dá através da brincadeira.”

Tanto no ambiente escolar quanto no convívio familiar, valorizar a criatividade é fundamental para o aprendizado contínuo e para o amadurecimento das crianças, incentivando a autonomia, a curiosidade e a construção de soluções inovadoras para o dia a dia.

 


Fonte: EBC Cultura

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Festival Caju de Leitores começa nesta quarta com série de atrações

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A quinta edição do Caju de Leitores, considerado o primeiro festival de literatura indígena do Brasil, começa nesta quarta-feira (2) com uma série de atrações, como rodas de conversa, contação de histórias, atividades educativas e apresentações culturais. O evento acontece na Oca Tururim, na Aldeia Xandó, em Porto Seguro, na Bahia. O local é ponto de preservação da cultura Pataxó.

Entre os participantes desta edição estão a indígena argentina Mariela Tulián, a primeira latino-americana a participar do festival; a indígena Vanessa Guarani Ratton, vencedora do Prêmio Jabuti 2023 na categoria Fomento à Leitura; e a escritora e contadora de histórias Auritha Tabajara, reconhecida como a primeira mulher indígena a publicar cordéis no Brasil.

Sairi Pataxó, escritor e anfitrião do Festival Caju de Leitores, fala sobre a origem do evento:

“O Caju de Leitores é um festival literário dentro da nossa comunidade indígena Pataxó do Xandó que nasceu em 2022 para fomentar a leitura, unir os nossos escritores do Brasil inteiro – este ano já internacional, com a escritora indígena internacional – e unir as escolas à leitura”.

Nesta edição do evento, o tema é “Um Manifesto de Bichos”, que busca dar voz e reconhecer os animais como seres que participam das histórias, das memórias e dos conhecimentos compartilhados entre gerações dos Pataxós, como explica Sairi Pataxó:

“É um tema que é muito forte na nossa cultura. É uma tradição milenar. O cachorro, que é um amigo muito forte do nosso povo, que, para onde a gente vai, principalmente onde tem mata, a gente leva o cachorro. Assim como as outras caças, que são muito fortes na tradição do nosso povo e fazem parte da vivência da nossa vida”.

Alethea Costa, curadora e coordenadora de produção do festival, fala sobre a expectativa de público para esta edição:

“Todos os anos, vem aumentando a participação de alunos, das escolas, dos professores, que já se programam durante o ano dentro da carga letiva para estarem presentes aqui, até atividades escolares que já são pensadas tendo o Caju de Leitores como um dos focos. E este ano também, o que deixa a gente bastante otimista é que nós, no início do ano, realizamos uma itinerância pelas escolas indígenas aqui do município, levamos um pouco do Caju de Leitores para essas escolas.”

Maria Coruja

O evento conta ainda com a presença da anciã e liderança Pataxó Maria Coruja, homenageada da edição deste ano. Ela é cantora, compositora, artesã e guardiã da memória do povo Pataxó. Quando criança, sobreviveu ao episódio conhecido como Fogo 51, ação violenta contra a população indígena Pataxó. Também se tornou uma das grandes referências do samba indígena.

A programação do Caju de Leitores é gratuita e acontece até sexta-feira (4).


Fonte: EBC Cultura

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