Cultura
Terceira edição do Fera acontece em Recife até dia 29 de agosto
Cultura
Produção audiovisual, feminismo e igualdade estão no centro da programação da terceira edição do Fera, Feminismo e Equidade para Reinventar o Audiovisual, que começou esta semana em Recife e segue até o próximo dia 29 de agosto.

O evento busca fortalecer e ampliar a participação de mulheres cis e transexuais e de pessoas não binárias no cinema nacional. A programação gratuita reúne mostras de filmes, pré-estreias, rodas de conversa, aulas abertas e masterclasses nas salas de cinema da Fundação Joaquim Nabuco, nos bairros do Derby e de Casa Forte. Os encontros abordam temas como acessibilidade, animação, direitos autorais, memória e os desafios enfrentados por mulheres e pessoas não binárias no audiovisual.
Entre os destaques está a Mostra Fera, que acontece na próxima sexta-feira com exibição de curtas-metragens e bate-papo com produtoras que participaram de edições anteriores do evento. A cineasta pernambucana Milena Times também terá um dia da programação dedicado à exibição de seus filmes e a uma masterclass sobre sua trajetória no audiovisual brasileiro.
O festival ainda terá duas pré-estreias. No dia 18 de agosto, será exibido o longa “Segunda Pele”, seguido de conversa com a diretora Déa Ferraz e integrantes da criação coletiva do filme. Já no dia 23 será a vez de “Nosso Segredo”, de Grace Passô, também com bate-papo após a sessão.
A programação completa está disponível no Instagram @feraaudiovisual.
Cultura
Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos
Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.
Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.
Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.
A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.
A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.
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