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Teatro da Caatinga: Bahia sedia encontro internacional de arte cênica

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A partir desta quinta-feira(6), cidades localizadas no sertão da Bahia voltam a sediar um dos principais encontros de artes cênicas da região Nordeste

Até o próximo dia 15 de agosto, as cidades de Irecê, Ibititá e João Dourado irão receber a programação do 9º Festival Internacional de Teatro da Caatinga. O evento, voltado para adultos e crianças é um grande circuito cultural que reúne mais de 30 atividades entre espetáculos, intercâmbios, ações formativas e encontros, que vão ocupar ruas, praças e teatros das três cidades baianas com a participação de artistas da Bahia, São Paulo, França, Itália, Colômbia e Nigéria.

Ao longo dos próximos dez dias, os grupos participantes e o público compartilham experiências, linguagens e processos criativos em uma programação que promove o diálogo entre diferentes culturas sem perder de vista as identidades locais. A literatura de cordel, o cancioneiro popular, o xaxado e as narrativas sertanejas convivem com as mais diversas estéticas contemporâneas do teatro mundial, criando um ambiente fértil de troca artística.

Entre os destaques da programação estão o monólogo, “Nasci Pra Ser Dercy”, estrelado por Grace Gianoukas; o espetáculo de dança “Madágugú”, da Odun Companhia de Dança; a performance “OMNI / A Voz do Meu Pai”, do coreógrafo nigeriano Ochai Ogaba; e a encenação que reúne teatro, música e poesia, “Boca a Boca: Um Solo para Gregório”, protagonizado por Ricardo Bittencourt, que revisita a obra do poeta baiano Gregório de Matos.

Além das apresentações, integra também o Festival, o Seminário das Artes do Espetáculo, que traz uma série de palestras e debates com especialistas do Brasil e do exterior sobre dramaturgias negras, ancestralidade, memória, circulação artística e novas linguagens cênicas. 

No instagram @festivaldacaatingaoficial é possível acessar a programação completa.

 




Fonte: EBC Cultura

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Festival Caju de Leitores começa nesta quarta com série de atrações

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A quinta edição do Caju de Leitores, considerado o primeiro festival de literatura indígena do Brasil, começa nesta quarta-feira (2) com uma série de atrações, como rodas de conversa, contação de histórias, atividades educativas e apresentações culturais. O evento acontece na Oca Tururim, na Aldeia Xandó, em Porto Seguro, na Bahia. O local é ponto de preservação da cultura Pataxó.

Entre os participantes desta edição estão a indígena argentina Mariela Tulián, a primeira latino-americana a participar do festival; a indígena Vanessa Guarani Ratton, vencedora do Prêmio Jabuti 2023 na categoria Fomento à Leitura; e a escritora e contadora de histórias Auritha Tabajara, reconhecida como a primeira mulher indígena a publicar cordéis no Brasil.

Sairi Pataxó, escritor e anfitrião do Festival Caju de Leitores, fala sobre a origem do evento:

“O Caju de Leitores é um festival literário dentro da nossa comunidade indígena Pataxó do Xandó que nasceu em 2022 para fomentar a leitura, unir os nossos escritores do Brasil inteiro – este ano já internacional, com a escritora indígena internacional – e unir as escolas à leitura”.

Nesta edição do evento, o tema é “Um Manifesto de Bichos”, que busca dar voz e reconhecer os animais como seres que participam das histórias, das memórias e dos conhecimentos compartilhados entre gerações dos Pataxós, como explica Sairi Pataxó:

“É um tema que é muito forte na nossa cultura. É uma tradição milenar. O cachorro, que é um amigo muito forte do nosso povo, que, para onde a gente vai, principalmente onde tem mata, a gente leva o cachorro. Assim como as outras caças, que são muito fortes na tradição do nosso povo e fazem parte da vivência da nossa vida”.

Alethea Costa, curadora e coordenadora de produção do festival, fala sobre a expectativa de público para esta edição:

“Todos os anos, vem aumentando a participação de alunos, das escolas, dos professores, que já se programam durante o ano dentro da carga letiva para estarem presentes aqui, até atividades escolares que já são pensadas tendo o Caju de Leitores como um dos focos. E este ano também, o que deixa a gente bastante otimista é que nós, no início do ano, realizamos uma itinerância pelas escolas indígenas aqui do município, levamos um pouco do Caju de Leitores para essas escolas.”

Maria Coruja

O evento conta ainda com a presença da anciã e liderança Pataxó Maria Coruja, homenageada da edição deste ano. Ela é cantora, compositora, artesã e guardiã da memória do povo Pataxó. Quando criança, sobreviveu ao episódio conhecido como Fogo 51, ação violenta contra a população indígena Pataxó. Também se tornou uma das grandes referências do samba indígena.

A programação do Caju de Leitores é gratuita e acontece até sexta-feira (4).


Fonte: EBC Cultura

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