Cultura
Seminário reúne as várias expressões do Hip-Hop em Salvador
Cultura
Movimento urbano que une música, dança, poesia, grafite, entre outras manifestações sócio-culturais, o Hip Hop ganha destaque em Salvador, através de uma programação que vai movimentar diversos espaços da cidade. 

A capital baiana vai sediar a partir desta quarta-feira (4) até a próxima sexta (6) o “Seminário Hip-Hop – O Quinto Elemento”. A programação gratuita tem atividades na sede do Instituto EuMelanina, no Colégio Estadual Barros Barreto, em Paripe, e no campus da Universidade Federal da Bahia.
O Hip-Hop é um movimento estruturado em quatro pilares fundamentais: MC, DJ, breaking e graffiti. O “quinto elemento”, destacado no Seminário, é o conhecimento, que busca jogar luz sobre a dimensão educativa, crítica e política do movimento artístico urbano.
O evento reúne pesquisadores, estudantes, educadores, artistas, produtores culturais, coletivos, movimentos sociais e comunidade para compartilhar pesquisas, experiências e as perspectivas para o presente e o futuro do Hip-Hop. Durante os três dias de encontros, têm apresentação de pesquisas acadêmicas, mesas temáticas, debates, troca de saberes, integração entre universidade e território.
O formulário de inscrição para as atividades do seminário está disponível na bio do Instagram @institutoeumelanina.
Também nesta quarta, a partir das cinco da tarde, acontece o Sarau DiKebrada 2026, evento que encerra as oficinas de hip hop que percorreram as escolas públicas do subúrbio soteropolitano. Estão previstos microfone aberto, recital poético e apresentações artísticas. As apresentações serão no Colégio Barros Barreto.
Cultura
Museu das Amazônias, em Belém, reabre trazendo a diversidade da região
Depois de sete meses fechado, o Museu das Amazônias reabriu nesta quarta-feira (4), em Belém, com duas exposições gratuitas. O espaço, que fica no Complexo Porto Futuro, foi inaugurado em outubro do ano passado, como parte do legado cultural da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que foi sediada na capital paraense.

A diversidade amazônica é o tema da mostra “Amazônias no Plural”, que ocupa o térreo do museu. O percurso da exposição acompanha o corpo de uma serpente em seis ambientes que retratam o surgimento do território, e a relação entre passado, presente e futuro. Entre as obras está a instalação “Diversidade como Essência” da artista visual Roberta Carvalho. Ela conta que o trabalho entrelaça natureza e seres humanos.
“É uma instalação imersiva em 360 graus onde você tem projeções que são realizadas nas paredes e no piso. Ao centro dessa instalação você tem um móvel de Miritim. Você tem ali um vídeo que conta essa história desde o momento em que um grande asteroide atinge a Terra, passando pela formação desse terreno, contando a história da nossa diversidade de espécies, mostrando muitas imagens de povos, de florestas, de cidade”.
Uma das curadoras da exposição, Joice Ferreira, comenta o processo de escuta que resultou na celebração do território amazônico e de todos os seus povos.
“Houve um processo de escuta com diferentes organizações e representantes de vários países amazônicos, não foi apenas do Brasil, para identificar quais são as histórias que mereciam ser contadas, a perspectiva, como deveria ser o museu. Então foi todo um processo muito importante de escuta para trazer realmente esse olhar e a perspectiva amazônica”.
O artista marajoara Ronaldo Guedes criou um painel que se conecta com a memória e a ancestralidade da cerâmica de outra região do Pará, a Ilha do Marajó.
“Essa obra é muito da cosmologia indígena, que é a cobra-canoa que traz a argila e distribui nas comunidades para que os indígenas pudessem produzir cerâmica. São vários fragmentos que vão se juntando que eu dediquei de fato a todas as pessoas que vieram antes de mim, que produziram cerâmica”.
Além da mostra de longa duração, também foi inaugurada a exposição temporária “Água, Pantanal, Fogo”, com fotografias de Lalo de Almeida e Luciano Candisani, com imagens que denunciam a crise climática. O curador Eder Chiodetto destaca os trabalhos dos fotodocumentaristas.
“A gente consegue fazer um contraponto entre a pulsão de vida e a pulsão de morte no Pantanal, ilustrada pelas imagens do universo subaquático feitas pelo Luciano, que mostram a magnitude da potência de vida do Pantanal, em contraponto aos incêndios criminosos que assolam o território, pra gente criar uma consciência a partir dessa fricção”.
O Museu das Amazônias fica aberto de quinta a terça-feira, das 10h às 18h. A entrada é gratuita.
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