Cultura
Seminário que debate rumos do rádio chega ao 3º dia no Rio de Janeiro
Cultura
A manhã desta sexta-feira foi marcada por debates e reflexões no auditório do histórico Palácio Gustavo Capanema, no centro do Rio de Janeiro, onde acontece o 7º Simpósio de Rádio. Com o tema Rádio Nacional 90 anos: Memória, Inovação e Futuros da Mídia Sonora, o encontro discute os desafios do rádio diante das transformações culturais, políticas, sociais e tecnológicas da comunicação, ampliando as oportunidades de intercâmbio entre estudantes, pesquisadores e profissionais do setor. A diretora da Rádio Câmara em Brasília, Verônica Lima, falou sobre os desafios e a importância da capacitação para que mais mulheres ocupem cargos de gestão.

“O homem que bate na mesa e diz ‘é assim que eu quero e assim que vai ser’ é respeitado. A mulher é chamada de histérica. Então, capacitação de mulheres para assumir cargos de gestão também é bem importante”, diz.
Ao falar sobre modelos de gestão, o gerente executivo das rádios EBC (Empresa Brasil de Comunicação), Thiago Regoto, mencionou os caminhos da rádio pública e destacou a importância da diversidade e da equidade:
“A equipe de gestão da Rádio Nacional e da Rádio MEC, a maioria de mulheres, a maior parte dos empregados, né, as empregadas da EBC. Nós temos muitas mulheres e eu acho que a diversidade ela é fundamental para o rádio público. Existem muitas coisas que fazem esse rádio público, mas tem outros elementos que tiram esse rádio do que o mercado pratica, do que a a o governo pura e simplesmente pratica, e do que emissoras que, né, educativas, culturais que têm uma missão com a sociedade”, diz.
Organizado pela EBC e pelo grupo de pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Intercom, o simpósio celebra os 90 anos da Rádio Nacional, marco histórico da radiodifusão brasileira.
Cultura
Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos
Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.
Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.
Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.
A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.
A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.
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