Cultura
Seminário nacional discute fortalecimento e proteção de rodas de samba
Cultura
Pesquisadores, gestores públicos, lideranças culturais e representantes de rodas de samba de todo o Brasil reúnem-se para discutir os desafios e o papel dessas manifestações na vida cultural brasileira.

Com duração de três dias, 1º Seminário Nacional das Rodas de Samba, no centro da cidade do Rio de Janeiro, é organizado pelo Ministério da Cultura e traz reflexões sobre temas como economia criativa, patrimônio cultural, memória, participação social, promoção de políticas públicas, ocupação dos espaços públicos e desenvolvimento territorial.
O ministro da Cultura interino, Márcio Tavares, defende que as rodas de samba têm uma grande rede de produção cultural e preservam as tradições afro-brasileiras.
“Mais do que apresentações musicais, elas são ambiente de convivência, de memória, de educação popular, formação artística, emprego e renda, fortalecimento das redes comunitárias. As rodas mantêm viva essa tradição cultural que tem mais de 100 anos e envolve comunidades inteiras na sua realização. Acho que a gente ampliar esses instrumentos de valorização, de salvaguarda e de financiamento é muito importante”.
A programação inclui, ainda, debates com nomes como Helena Theodoro, Tadeu Kaçula, Nei Lopes, Nilcemar Nogueira e Zé Luiz do Império, entre outros.
A cerimônia de encerramento está prevista para acontecer no Clube Renascença, no bairro do Andaraí, zona norte da cidade, com uma mesa de debates seguida de feijoada e roda de samba em homenagem à histórica sambista carioca Tia Surica.
Para mais informações, acesse as redes sociais do Ministério da Cultura.
*Sob supervisão de Fábio Cardoso
Cultura
Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos
Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.
Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.
Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.
A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.
A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.
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