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Salvador comemora 477 anos com programação que celebra memória e arte

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Em celebração aos 477 anos de Salvador, comemorados no próximo dia 29 de março, a capital baiana ganhou um presente que mergulha em suas próprias raízes. Durante todo o mês, a Casa das Histórias de Salvador e a Galeria Mercado promovem uma agenda especial dedicada a explorar a memória, a arte e a identidade do território soteropolitano. As atividades foram divididas em eixos que buscam dialogar com diferentes perfis de público.

Os espaços culturais vão oferecer atividades que vão além da contemplação, convidando os visitantes à experimentação prática, como destaca Chico Assis, diretor de Cidadania Cultural da Secretaria de Cultura da Cidade. 

“Nos dias 25 e 29 a Casa das Histórias vai estar recebendo a ativação ‘Educar com a memória’, uma intervenção visual com imagens do arquivo municipal. Dia 25 a gente vai ter uma programação super especial com a leitura dramática da peça ‘Aleluia’, com o ator Frank Menezes. A gente celebra também, com isso, o Dia do Teatro e do Circo, que também é comemorado dentro do mês de março. E um rolezinho, a história passa por aqui, no dia 28 vai ser um passeio guiado pelo comércio, com a historiadora Marcelle Moreira, propondo um mergulho sobre as histórias e as transformações nesse território que é tão importante”.

A programação educativa em celebração aos 477 anos de Salvador acontece desta quarta (25) a domingo (29) na Casa das Histórias de Salvador e Galeria Mercado, localizadas no comércio, de 9h às 17h. As atividades são gratuitas.
 


Fonte: EBC Cultura

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Festival Caju de Leitores começa nesta quarta com série de atrações

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A quinta edição do Caju de Leitores, considerado o primeiro festival de literatura indígena do Brasil, começa nesta quarta-feira (2) com uma série de atrações, como rodas de conversa, contação de histórias, atividades educativas e apresentações culturais. O evento acontece na Oca Tururim, na Aldeia Xandó, em Porto Seguro, na Bahia. O local é ponto de preservação da cultura Pataxó.

Entre os participantes desta edição estão a indígena argentina Mariela Tulián, a primeira latino-americana a participar do festival; a indígena Vanessa Guarani Ratton, vencedora do Prêmio Jabuti 2023 na categoria Fomento à Leitura; e a escritora e contadora de histórias Auritha Tabajara, reconhecida como a primeira mulher indígena a publicar cordéis no Brasil.

Sairi Pataxó, escritor e anfitrião do Festival Caju de Leitores, fala sobre a origem do evento:

“O Caju de Leitores é um festival literário dentro da nossa comunidade indígena Pataxó do Xandó que nasceu em 2022 para fomentar a leitura, unir os nossos escritores do Brasil inteiro – este ano já internacional, com a escritora indígena internacional – e unir as escolas à leitura”.

Nesta edição do evento, o tema é “Um Manifesto de Bichos”, que busca dar voz e reconhecer os animais como seres que participam das histórias, das memórias e dos conhecimentos compartilhados entre gerações dos Pataxós, como explica Sairi Pataxó:

“É um tema que é muito forte na nossa cultura. É uma tradição milenar. O cachorro, que é um amigo muito forte do nosso povo, que, para onde a gente vai, principalmente onde tem mata, a gente leva o cachorro. Assim como as outras caças, que são muito fortes na tradição do nosso povo e fazem parte da vivência da nossa vida”.

Alethea Costa, curadora e coordenadora de produção do festival, fala sobre a expectativa de público para esta edição:

“Todos os anos, vem aumentando a participação de alunos, das escolas, dos professores, que já se programam durante o ano dentro da carga letiva para estarem presentes aqui, até atividades escolares que já são pensadas tendo o Caju de Leitores como um dos focos. E este ano também, o que deixa a gente bastante otimista é que nós, no início do ano, realizamos uma itinerância pelas escolas indígenas aqui do município, levamos um pouco do Caju de Leitores para essas escolas.”

Maria Coruja

O evento conta ainda com a presença da anciã e liderança Pataxó Maria Coruja, homenageada da edição deste ano. Ela é cantora, compositora, artesã e guardiã da memória do povo Pataxó. Quando criança, sobreviveu ao episódio conhecido como Fogo 51, ação violenta contra a população indígena Pataxó. Também se tornou uma das grandes referências do samba indígena.

A programação do Caju de Leitores é gratuita e acontece até sexta-feira (4).


Fonte: EBC Cultura

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