Cultura
RJ: Casa da Juventude Centro lança curso e oficinas para o carnaval
Cultura
A pouco mais de três meses do carnaval, a Casa da Juventude Centro, equipamento público da Secretaria da Juventude Carioca, iniciou a primeira edição do curso de alegoria e adereços e a oficina de mestre-sala e porta-bandeira. Além de aproximar os jovens do universo do carnaval, a iniciativa tem o objetivo de manter a tradição para futuras gerações.

O curso e a oficina são resultado de uma parceria da Prefeitura do Rio com a Liga das Escolas de Samba da Série Ouro, que é o grupo de acesso para a elite do carnaval. E, entre os professores, está a porta-bandeira Babi Cruz, uma das responsáveis pela profissionalização da arte de conduzir o símbolo máxima das agremiações.
Para ela, iniciativas como esta ajudam a manter viva a arte dos casais, que bailam em escolas de samba e blocos.
“É uma forma de estar mantendo essa tradição, muito mais do que está preparando mestres-salas e portas-bandeiras para serem oficiais ou segundos casais de escolas do Grupo Especial, do Grupo de Acesso, de blocos. É preparar a alma das pessoas para preservar a cultura da dança de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, preparando novos artesãos, novos carnavalescos para as próximas gerações”.
A oficina e o curso acontecem sempre às quartas-feiras, em turnos diferentes, na Casa da Juventude, que fica na Rua Camerino, 28, centro do Rio.
Cultura
Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos
Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.
Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.
Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.
A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.
A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.
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