Cultura
Prévia do Carnaval de São Luís começa nesta sexta
Cultura
Ilha do Reggae, Ilha do Amor, Terra do Bumba Meu Boi… Nas próximas semanas, São Luís será a terra do Carnaval multicultural. As prévias da Folia de Momo na cidade começam oficialmente nesta sexta-feira (16). 

A abertura vai ficar por conta do Cortejo dos Blocos Tradicionais, a partir das 17h, na Praça Deodoro, no Centro Histórico da capital maranhense. Ao todo, 18 atrações estão programadas para abrir a temporada dos desfiles carnavalescos deste ano. O cortejo percorrerá as ruas do Centro em direção à Praia Grande. O mesmo cortejo ocorrerá nos dias 23 e 30 de janeiro com participação também dos blocos afro.
Os blocos tradicionais fazem parte da identidade cultural de São Luís, trazendo ritmo, cor e vitalidade aos carnavais da ilha desde a década de 1920. Tambores contratempo, cabaças, reco-recos, agogôs, ganzás, maracás, rocas, apitos e afoxés dão a cadência rítmica e identidades destes grupos, além dos instrumentos de corda como banjo, violão e cavaquinho.
Agenda da folia
No sábado (17), o circuito Vem pra o Centro tem programação nos 3 espaços montados. No Palco Waldecy Vale, na Praça Nauro Machado, as apresentações começam a partir das 14h com o Tambor de Crioula Maracrioula, seguido pelos blocos tradicionais Os Vampiros, Show Feras e Originais do Ritmo. Os blocos afro Akomabu e GDAM desfilam na sequência.
No Palco Fuzileiros da Fuzarca, localizado no Beco Catarina Mina, estão programadas 6 atrações, entre elas, Bicicleta do Samba, Bicho Terra e Bloco 100 Sigilo. Já a Praça do Reggae terá o Palco Célia Sampaio, totalmente dedicado ao ritmo com DJs, bandas, grupos de dança e prévia do Bloco do Reggae.
No domingo (18), a folia é na orla da capital. O circuito Vem pra o Mar, na Avenida Litorânea, recebe vários shows de artistas maranhenses e de outros estados, a partir das 14h. Na programação estão previstos, entre outros, a banda Jeguefolia, o baiano Bell Marques e o piseiro e forró eletrônico do pernambucano Léo Foguete.
Cultura
Festival Caju de Leitores começa nesta quarta com série de atrações
A quinta edição do Caju de Leitores, considerado o primeiro festival de literatura indígena do Brasil, começa nesta quarta-feira (2) com uma série de atrações, como rodas de conversa, contação de histórias, atividades educativas e apresentações culturais. O evento acontece na Oca Tururim, na Aldeia Xandó, em Porto Seguro, na Bahia. O local é ponto de preservação da cultura Pataxó.

Entre os participantes desta edição estão a indígena argentina Mariela Tulián, a primeira latino-americana a participar do festival; a indígena Vanessa Guarani Ratton, vencedora do Prêmio Jabuti 2023 na categoria Fomento à Leitura; e a escritora e contadora de histórias Auritha Tabajara, reconhecida como a primeira mulher indígena a publicar cordéis no Brasil.
Sairi Pataxó, escritor e anfitrião do Festival Caju de Leitores, fala sobre a origem do evento:
“O Caju de Leitores é um festival literário dentro da nossa comunidade indígena Pataxó do Xandó que nasceu em 2022 para fomentar a leitura, unir os nossos escritores do Brasil inteiro – este ano já internacional, com a escritora indígena internacional – e unir as escolas à leitura”.
Nesta edição do evento, o tema é “Um Manifesto de Bichos”, que busca dar voz e reconhecer os animais como seres que participam das histórias, das memórias e dos conhecimentos compartilhados entre gerações dos Pataxós, como explica Sairi Pataxó:
“É um tema que é muito forte na nossa cultura. É uma tradição milenar. O cachorro, que é um amigo muito forte do nosso povo, que, para onde a gente vai, principalmente onde tem mata, a gente leva o cachorro. Assim como as outras caças, que são muito fortes na tradição do nosso povo e fazem parte da vivência da nossa vida”.
Alethea Costa, curadora e coordenadora de produção do festival, fala sobre a expectativa de público para esta edição:
“Todos os anos, vem aumentando a participação de alunos, das escolas, dos professores, que já se programam durante o ano dentro da carga letiva para estarem presentes aqui, até atividades escolares que já são pensadas tendo o Caju de Leitores como um dos focos. E este ano também, o que deixa a gente bastante otimista é que nós, no início do ano, realizamos uma itinerância pelas escolas indígenas aqui do município, levamos um pouco do Caju de Leitores para essas escolas.”
Maria Coruja
O evento conta ainda com a presença da anciã e liderança Pataxó Maria Coruja, homenageada da edição deste ano. Ela é cantora, compositora, artesã e guardiã da memória do povo Pataxó. Quando criança, sobreviveu ao episódio conhecido como Fogo 51, ação violenta contra a população indígena Pataxó. Também se tornou uma das grandes referências do samba indígena.
A programação do Caju de Leitores é gratuita e acontece até sexta-feira (4).
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