Cultura
O Agente Secreto: diretor destaca políticas públicas para a cultura
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Brasil bate recorde de indicações ao Oscar e está presente em cinco categorias da premiação. O filme “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, disputa quatro categorias do Oscar: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Wagner Moura concorre a Melhor Ator por seu papel no longa e a produção também foi indicada para a nova categoria de Melhor Direção de Elenco.

O longa de Kleber Mendonça Filho conquistou o mesmo número de indicações do filme “Cidade de Deus”, em 2004. O Brasil também está presente em categoria técnica, com a indicação do brasileiro Adolpho Veloso a Melhor Fotografia por “Sonhos de Trem”.
Presidente comemorou
Nas redes sociais, o presidente Lula comemorou as indicações e escreveu que o cinema brasileiro está em um dos melhores momentos de sua história, que a indicação de “O Agente Secreto” para quatro categorias do Oscar é motivo de celebração para todo o país. É o reconhecimento da nossa cultura e da capacidade do Brasil de contar histórias que emocionam o mundo.
No ano passado, “Ainda estou aqui” de Walter Salles levou o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro, e foi a primeira produção brasileira a vencer o Oscar.
“O Agente Secreto” já conquistou mais de 50 prêmios, entre eles, o Globo de Ouro de melhor filme em língua não-inglesa e de melhor ator para Wagner Moura; além de melhor ator e melhor diretor no Festival de Cannes.
Políticas públicas
Nas redes sociais, o diretor do filme, Kleber Mendonça Filho, agradeceu a torcida do público brasileiro, comentou que o longa já alcançou mais de 1,5 milhão de espectadores, e destacou o papel das políticas públicas para o cinema nacional.
“‘O Agente Secreto’ é fruto de muita coisa, é fruto de políticas públicas. São uma maneira inteligente, tá na nossa Constituição de você investir na identidade do próprio país, com políticas públicas para as artes, para a expressão artística. Eu realmente acho que a população do nosso país passa a se ver, é muito interessante, é muito importante quando você se vê. Você vê filmes brasileiros, a produção artística brasileira, isso é de extrema importância e o Brasil é um dos países que utiliza de maneira inteligente o investimento público em produtos culturais do Brasil”.
Bastidores da produção
“O Agente Secreto” é ambientado em Recife em meados de 1977 e reúne atores experientes ao lado de estreantes. Selecionar o grupo de atores, fazer a preparação do elenco e a construção coletiva é o trabalho dos profissionais que são reconhecidos na nova categoria na premiação: a de Melhor Direção de Elenco.
Leonardo Lacca, diretor-assistente e preparador de elenco de “O Agente Secreto” fala sobre o encontro emblemático entre Wagner Moura, ator que tem uma vasta trajetória, e Tânia Maria, de 79 anos, que interpreta Dona Sebastiana. Ela teve uma única experiência anterior como figurante.
“Tânia que está no processo de profissionalização, né? Assim, ela não era uma atriz profissional, mas era uma grande atriz. E Wagner é alguém com muita experiência que vai se colocar de um jeito muito de igual para igual, assim. Em nenhum momento para ele isso era uma questão. Esses talentos, essas essas histórias de vida, né? E tentar potencializar e ajudar Kleber da melhor forma, né? Nesse Nesse processo, né? Teve o casting, que é a produção do elenco de Gabriel Domingues, né? Que fez todo desse trabalho”.
O anúncio dos indicados ao Oscar foi feito nesta quinta-feira e a premiação acontece no dia 15 de março em Los Angeles, nos Estados Unidos.
Cultura
Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos
Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.
Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.
Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.
A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.
A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.
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