Cultura
Museus cearenses participam da 20ª Primavera dos Museus
Cultura
O Museu da Cultura Cearense e o Museu de Arte Contemporânea do Ceará, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, participam da 20ª Primavera dos Museus. Organizada anualmente pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), a iniciativa reúne instituições museais de todo o Brasil neste mês, focando no fortalecimento do diálogo entre o espaço museológico e a sociedade.

Nesta terça-feira (22), a partir das 9h da manhã, haverá o Museu Perambulante, um percurso histórico pelo Centro de Fortaleza, que sai da Praça do Ferreira em direção ao Museu da Cultura Cearense. Luciane Castro, supervisora de Ação Educativa do equipamento, fala sobre o restante da programação do dia:
“Às 10h30, teremos uma visita teatralizada à exposição Vaqueiros, conduzida pelos personagens Vaqueiro e Mateus. À tarde, às 14h, a Varandinha Cultural vai apresentar uma atividade chamada Criando um Museu, na qual crianças, famílias, jovens e adultos poderão experimentar processos como curadoria e expografia e construir coletivamente um museu. Às 16h, teremos o encontro ‘Museu para Todos, Experiências e Públicos’, com a equipe de educadores do MCC, para conversar sobre diferentes públicos do museu, nossas experiências, desafios e estratégias para tornar as práticas educativas cada vez mais acessíveis e inclusivas.”
A Primavera dos Museus deste ano tem como tema “Museus para todas as pessoas”. Nesta terça, às 19h30, no Museu da Cultura Cearense, será aberta a exposição “Corpo, Cidade e Rastros”. Luciane Castro, supervisora de Ação Educativa, diz o que pode ser conferido na mostra:
“Reúne trabalhos produzidos por educadores e profissionais do acervo do próprio MCC. É uma exposição muito especial, porque coloca em evidência também que quem constrói o cotidiano do museu – trazendo diferentes linguagens, experiências relacionadas ao corpo, à memória, à regionalidade, à cidade e aos lugares que habitamos – também está nesse movimento enquanto artista.”
O Museu de Arte Contemporânea apresenta uma agenda que articula arte contemporânea, educação, acessibilidade e diversidade. A gerente do equipamento, Aretha Gallego, destaca a programação:
“Estamos aqui com uma mostra de arte surda, com muitos artistas surdos do Ceará, do Brasil e também da América Latina. E, no sábado, 26 de setembro, teremos três programações especiais voltadas à exposição. Começando às 10h da manhã, com uma oficina para crianças surdas e Coda. Às 15h, vivência para pessoas surdas de voz no Ceará. E também às 15h, ‘Sábado no Museu: a girafa pintora e a caixa dos sentidos’.”
Toda a programação é gratuita e pode ser consultada nas redes sociais do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.
Cultura
São Paulo tem nova lei de fomento ao grafite e à arte de rua
A capital paulista é uma das primeiras cidades brasileiras com legislação voltada ao fomento da arte de rua. A Lei Alex Vallauri, em homenagem ao pioneiro do grafite no país, criou o programa Museu de Arte de Rua para incentivar essa expressão artística na cidade. 

São Paulo já era conhecida como a capital mundial da arte urbana por suas galerias a céu aberto como o Beco do Batman e o Elevado Presidente João Goulart – o Minhocão – onde as empenas cegas de prédios se transformam em telas para grafiteiros. Na mão dos artistas, a cidade cinza ganha cores. Com a lei sancionada no último dia 16, o trabalho desses artistas passa a ser reconhecido e estimulado com recursos públicos.
O projeto de lei foi aprovado por unanimidade da Câmara dos Vereadores após seis anos de tramitação. A iniciativa surgiu em 2020 a partir da sociedade civil, idealizada pelo artista e produtor cultural Kleber Pagu. Ele explica que o apoio financeiro vai permitir mais dedicação à arte de rua e mais profissionalização para os artistas.
“Ao injetar esse dinheiro na economia, fazer com que esses artistas sejam reconhecidos do ponto de vista profissional, tenham condições de atuarem não em três, quatro empregos, como é o meu caso ainda hoje e de muitos artistas, mas possam se dedicar mais à arte e com isso se dedicar também ao acesso à arte e à cultura”.
O programa considera formas de expressão artística que ocorrem em ambientes urbanos como grafite, instalações, murais, esculturas e projeções. Kleber Pagu destaca que a lei também ajuda a democratizar o acesso à cultura e a combater o preconceito contra o grafite.
“Nós encontramos tanto nos estados como nos municípios brasileiros projetos de leis e leis de criminalização ao grafite. Então nós percebemos que esse texto aqui em São Paulo serviria como um farol para todo o Brasil nesse sentido. A lei serve para orientar o próprio poder público em relação a ações de valorização e reconhecimento do grafite e das demais manifestações culturais que compreendam a arte urbana ”.
De acordo com a nova lei, o incentivo à cultura urbana nos equipamentos públicos do município pode ser feito pela cessão de espaços e a inclusão em programações na cidade. As atividades do MAR, o Museu de Arte de Rua, podem ser realizadas por editais e curadorias. A lei prevê ainda recursos de fundos municipais, convênios e outras fontes de financiamento público.
* Com produção de Bel Pereira.
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