Cultura
Mostra em Recife celebra o reisado pernambucano
Cultura
O Reisado, uma das principais manifestações da cultura pernambucana – está sendo celebrado com uma mostra que começou esta semana, na Galeria Arte Plural, localizada no Recife Antigo 

A exposição “Espelho de Brincantes”, assinada pela estilista e designer de moda Juliana Souto, apresenta ao público um recorte das indumentárias de mestres e mestras de grupos de reisado da cidade pernambucana de Garanhuns.
São dezenas de fotografias – numa mescla de registros de moda e documentais – que levam o público a uma jornada visual do universo do reisado, Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Pernambuco.
Juliana teve como base uma pesquisa histórica sobre o Reisado em Garanhuns, suas origens e o legado artístico das personagens que mantêm viva a tradição ao longo dos anos.
Entre os homenageados na Exposição, Dona Zefinha é a única detentora do saber dos reisados viva e em atividade à frente do grupo Três do Oriente.
Além da Mestra Zefinha, também foram pesquisados os mestres João Tibúrcio e Gonzaga, ícones de três grupos de reisado que atuam na cidade desde a década de 1950.
A artista transportou as imagens dos três mestres, vestidos com seus trajes de festa, de seus lugares reais e para um espaço fantástico, lúdico e mítico criado pela fotógrafa.
Projeções audiovisuais e uma trilha sonora composta por sons dos reisados ampliam a experiência do visitante, convidado a mergulhar em cores, ritmos e narrativas que atravessam gerações e constroem a identidade do reisado pernambucano.
A exposição “Espelho de Brincantes” possui recursos de audiodescrição e ficará aberta ao público de segunda a sábado, até o dia 6 de fevereiro.
Cultura
Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos
Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.
Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.
Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.
A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.
A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.
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