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Morre ator Francisco Cuoco, aos 91 anos, em São Paulo

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Morreu nesta quinta-feira (19) o ator Francisco Cuoco, aos 91 anos, em São Paulo. Ele estava internado no Hospital Albert Einstein. A causa da morte foi falência múltipla dos órgãos.

A família afirmou, em nota, que o ator estava com os parentes e partiu de forma tranquila e serena. Também agradeceu as mensagens e manifestações de carinho. Ele atuou em papéis marcantes em dezenas de novelas e várias emissoras de TV.

Em entrevista para o programa Sem Censura, da TV Brasil, em 2012, Francisco Cuoco contou um pouco do início de sua carreira, quando abandonou a ideia de estudar direito em São Paulo para fazer teatro.

“A minha origem acabou sendo o circo, né? E eu fazia meu circo no quintal, cobrava botão de entrada para uma plateia pequena, mas também carente, desejando construir e embarcar nesses sonhos assim. Cheguei a fazer cursinho do Castellões para fazer a faculdade São Francisco, mas foi interrompido porque eu descobri a Escola de Artes Dramáticas de São Paulo e lá fiz o curso de quatro anos e fui encaminhado para o TBC [Teatro Brasileiro de Comédia], depois conheci a Fernanda Montenegro e aí tudo começou.”

Velório será público

O velório do ator será realizado nesta sexta-feira (20), de 7h às 15h, no Funeral Home, na rua São Carlos do Pinhal, 376, na Bela Vista, na capital paulista. Os familiares informam que a cerimônia será aberta ao público, mas o sepultamento, às 16h, será reservado para parentes e amigos.


Fonte: EBC Cultura

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Festival Caju de Leitores começa nesta quarta com série de atrações

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A quinta edição do Caju de Leitores, considerado o primeiro festival de literatura indígena do Brasil, começa nesta quarta-feira (2) com uma série de atrações, como rodas de conversa, contação de histórias, atividades educativas e apresentações culturais. O evento acontece na Oca Tururim, na Aldeia Xandó, em Porto Seguro, na Bahia. O local é ponto de preservação da cultura Pataxó.

Entre os participantes desta edição estão a indígena argentina Mariela Tulián, a primeira latino-americana a participar do festival; a indígena Vanessa Guarani Ratton, vencedora do Prêmio Jabuti 2023 na categoria Fomento à Leitura; e a escritora e contadora de histórias Auritha Tabajara, reconhecida como a primeira mulher indígena a publicar cordéis no Brasil.

Sairi Pataxó, escritor e anfitrião do Festival Caju de Leitores, fala sobre a origem do evento:

“O Caju de Leitores é um festival literário dentro da nossa comunidade indígena Pataxó do Xandó que nasceu em 2022 para fomentar a leitura, unir os nossos escritores do Brasil inteiro – este ano já internacional, com a escritora indígena internacional – e unir as escolas à leitura”.

Nesta edição do evento, o tema é “Um Manifesto de Bichos”, que busca dar voz e reconhecer os animais como seres que participam das histórias, das memórias e dos conhecimentos compartilhados entre gerações dos Pataxós, como explica Sairi Pataxó:

“É um tema que é muito forte na nossa cultura. É uma tradição milenar. O cachorro, que é um amigo muito forte do nosso povo, que, para onde a gente vai, principalmente onde tem mata, a gente leva o cachorro. Assim como as outras caças, que são muito fortes na tradição do nosso povo e fazem parte da vivência da nossa vida”.

Alethea Costa, curadora e coordenadora de produção do festival, fala sobre a expectativa de público para esta edição:

“Todos os anos, vem aumentando a participação de alunos, das escolas, dos professores, que já se programam durante o ano dentro da carga letiva para estarem presentes aqui, até atividades escolares que já são pensadas tendo o Caju de Leitores como um dos focos. E este ano também, o que deixa a gente bastante otimista é que nós, no início do ano, realizamos uma itinerância pelas escolas indígenas aqui do município, levamos um pouco do Caju de Leitores para essas escolas.”

Maria Coruja

O evento conta ainda com a presença da anciã e liderança Pataxó Maria Coruja, homenageada da edição deste ano. Ela é cantora, compositora, artesã e guardiã da memória do povo Pataxó. Quando criança, sobreviveu ao episódio conhecido como Fogo 51, ação violenta contra a população indígena Pataxó. Também se tornou uma das grandes referências do samba indígena.

A programação do Caju de Leitores é gratuita e acontece até sexta-feira (4).


Fonte: EBC Cultura

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