Cultura
Margareth Menezes recebe título da UFC nesta sexta
Cultura
A cantora e compositora baiana, Margareth Menezes, recebe nesta sexta-feira o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade Federal do Ceará (UFC).

A cerimônia será realizada na Concha Acústica da Reitoria, no bairro Benfica, a partir das 6 da tarde; e é aberta ao público.
A concessão do título foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Universitário da instituição em abril passado.
A UFC destaca que o reconhecimento se deve à relevância da trajetória de Margareth Menezes, que alia uma carreira artística de cerca de 40 anos à atuação como gestora pública e promotora da cultura brasileira, como embaixadora da Cultura Popular da Unesco. Ela ocupa o cargo de Ministra da Cultura há pouco mais de 3 anos.
O parecer do Conselho reforça também que a artista possui alta qualificação em sua área de conhecimento, realizando, ao longo de sua trajetória artística e musical, trabalhos de grande relevância para as artes, as ciências, a cultura e a educação em nosso país, com notório saber em música popular brasileira,
A carreira da artista baiana teve seu pontapé inicial nos palcos do teatro baiano, na década de 1980; e se consolidou nacional e internacionalmente ao longo de uma carreira marcada pelo lançamento de 17 trabalhos fonográficos e por indicações aos prêmios Grammy Awards e Grammy Latino.
Ao longo da carreira, Margareth Menezes recebeu dois Troféus Caymmi, dois Troféus Imprensa e quatro Troféus Dodô & Osmar.
Ela também esteve à frente da criação do movimento batizado de Afropop Brasileiro, que combina ritmos ancestrais afro-brasileiros com sonoridades contemporâneas.
Há 18 anos, fundou, em Salvador, a Associação Fábrica Cultural, organização social que desenvolve projetos nas áreas de cultura, educação e sustentabilidade.
Como Ministra de Estado do Governo Federal desde 2023, Margareth Menezes conduziu iniciativas como a realização da 4ª Conferência Nacional de Cultura e a sanção da Lei que instituiu o Marco Regulatório do Sistema Nacional de Cultura.
Cultura
Festival Caju de Leitores começa nesta quarta com série de atrações
A quinta edição do Caju de Leitores, considerado o primeiro festival de literatura indígena do Brasil, começa nesta quarta-feira (2) com uma série de atrações, como rodas de conversa, contação de histórias, atividades educativas e apresentações culturais. O evento acontece na Oca Tururim, na Aldeia Xandó, em Porto Seguro, na Bahia. O local é ponto de preservação da cultura Pataxó.

Entre os participantes desta edição estão a indígena argentina Mariela Tulián, a primeira latino-americana a participar do festival; a indígena Vanessa Guarani Ratton, vencedora do Prêmio Jabuti 2023 na categoria Fomento à Leitura; e a escritora e contadora de histórias Auritha Tabajara, reconhecida como a primeira mulher indígena a publicar cordéis no Brasil.
Sairi Pataxó, escritor e anfitrião do Festival Caju de Leitores, fala sobre a origem do evento:
“O Caju de Leitores é um festival literário dentro da nossa comunidade indígena Pataxó do Xandó que nasceu em 2022 para fomentar a leitura, unir os nossos escritores do Brasil inteiro – este ano já internacional, com a escritora indígena internacional – e unir as escolas à leitura”.
Nesta edição do evento, o tema é “Um Manifesto de Bichos”, que busca dar voz e reconhecer os animais como seres que participam das histórias, das memórias e dos conhecimentos compartilhados entre gerações dos Pataxós, como explica Sairi Pataxó:
“É um tema que é muito forte na nossa cultura. É uma tradição milenar. O cachorro, que é um amigo muito forte do nosso povo, que, para onde a gente vai, principalmente onde tem mata, a gente leva o cachorro. Assim como as outras caças, que são muito fortes na tradição do nosso povo e fazem parte da vivência da nossa vida”.
Alethea Costa, curadora e coordenadora de produção do festival, fala sobre a expectativa de público para esta edição:
“Todos os anos, vem aumentando a participação de alunos, das escolas, dos professores, que já se programam durante o ano dentro da carga letiva para estarem presentes aqui, até atividades escolares que já são pensadas tendo o Caju de Leitores como um dos focos. E este ano também, o que deixa a gente bastante otimista é que nós, no início do ano, realizamos uma itinerância pelas escolas indígenas aqui do município, levamos um pouco do Caju de Leitores para essas escolas.”
Maria Coruja
O evento conta ainda com a presença da anciã e liderança Pataxó Maria Coruja, homenageada da edição deste ano. Ela é cantora, compositora, artesã e guardiã da memória do povo Pataxó. Quando criança, sobreviveu ao episódio conhecido como Fogo 51, ação violenta contra a população indígena Pataxó. Também se tornou uma das grandes referências do samba indígena.
A programação do Caju de Leitores é gratuita e acontece até sexta-feira (4).
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