Cultura
Lula sanciona leis que valorizam carnaval carioca e Axé-Music
Cultura
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quarta-feira (6), dois projetos de lei que tentam valorizar festas e músicas brasileiras. Um deles reconhece o carnaval do Rio de Janeiro como manifestação da cultura nacional. O outro institui o 17 de fevereiro como Dia Nacional da Axé-Music, gênero musical nascido na Bahia. 

A solenidade teve a participação da ministra da Cultura, Margareth Menezes; da ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann; do ministro do Turismo, Celso Sabino; da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco; e da ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo. Parlamentares, prefeitos, artistas e representantes de blocos e escolas de samba também estiveram presentes no ato.
As origens do carnaval carioca remontam ao século XIX e tem como base histórica as culturas afro-brasileiras. A deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ), relatora do projeto, destacou o peso econômico da festa e a possibilidade de captação de mais recursos.
Já o Axé-Music nasceu na Bahia, nos anos 1980, fruto da fusão de ritmos como ijexá, samba, frevo, reggae e lambada. O gênero está presente em blocos afro e circuitos de trios elétricos do carnaval baiano. A escolha do dia 17 de fevereiro como data oficial faz referência ao lançamento da música Fricote, de Luiz Caldas, considerada o marco inicial do gênero.
A relatora do projeto sobre o Axé-Music, deputada federal Lídice da Mata (PSB-BA), reforçou a diversidade cultural e musical que o gênero reúne, e como ele movimenta economicamente o país.
* Com informações da Agência Brasil.
Cultura
Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos
Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.
Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.
Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.
A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.
A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.
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