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Livros sobre bloco Ilê Aiyê e mulheres no Axé são lançados em Salvador

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Dois livros que resgatam parte importante do cenário musical da Bahia serão lançados nesta terça-feira (7); um fala da importância das mulheres na construção do movimento da Axé Music; e o outro, sobre o legado das composições do grupo Ilê Aiyê, considerado o primeiro bloco afro do país.

No livro “FemininAxé: o axé tem mátria e sua voz é ancestral”, escrito pelo jornalista Carlos Leal em parceria com cantora e pesquisadora Carla Visi, apresenta um panorama da presença feminina na história do Axé Music, nos primeiros dez anos do movimento, entre os anos de 1985 e 1995.

Carla, que também esteve durante muitos anos à frente de uma das bandas mais importantes da Bahia, a Cheiro de Amor, destaca que o pontapé inicial para a obra foi seu trabalho acadêmico de conclusão de curso de Jornalismo, pela Universidade Federal da Bahia.

“Tudo isso começou numa pesquisa despretensiosa sobre a origem do axé, a origem desse movimento que mudou a cultura, mudou a economia criativa, mudou a música da Bahia. Mas quando visitamos essa história, ficamos com uma curiosidade: aonde estavam as mulheres no momento que surge esse movimento?”

FemininAxé: o axé tem mátria e sua voz é ancestral será lançado, às 18 horas, no espaço Cultural Casa da Mãe, no Rio Vermelho, em Salvador.

Carlos Leal reforça que o trabalho documental avança para além das mulheres que brilharam nos palcos e trios da Bahia, nos primeiros anos do Axé. 

“A primeira cantora de trio, a gente sabe; a primeira mulher a descer com trio elétrico para Barra, a gente sabe; primeira cantora de banda, a primeira cantora de bloco afro.  Mas e aí? Tinha mulher cordeira? Tinha mulher motorista elétrico? Tinha mulher iluminadora? Tinha minha mulher produtora?  E foi isso que nós fizemos. Fomos atrás dessa história, fomos pesquisar, entrevistamos mais de 30 mulheres e fizemos uma mesclagem dos textos de Carla Visi, do TCC, com nossa pesquisa”.

A outra obra documental que fala sobre o legado musical produzido na Bahia é o livro “Cantos de Ancestralidade – Antologia Musical do Ilê Aiyê”.  A publicação do Instituto da Mulher Negra Mãe Hilda Jitolu foi organizada pela jornalista Valéria Lima, neta de Mãe Hilda a partir da pesquisa de Catarina Lima e faz um apanhado das mais de 200 composições do repertório do bloco. 

O livro será adotado como apoio didático para educação antirracista nas escolas.

Cantos de Ancestralidade – Antologia Musical do Ilê Aiyê será lançado logo mais, às 14h, na Senzala do Barro Preto, no Curuzu, também na capital baiana.


Fonte: EBC Cultura

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Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos

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Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.

Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.

Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.

 A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.

A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.


Fonte: EBC Cultura

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