Cultura
Festival Literário de Poços de Caldas começa dia 26 de abril
Cultura
Os apaixonados por literatura poderão fazer uma verdadeira imersão neste universo de 26 de abril a 4 de maio, no Festival Literário Internacional de Poços de Caldas, o Flipoços. O evento é considerado o mais tradicional festival de Minas Gerais. E nesta edição, que comemora 20 anos de existência do encontro, o tema será “Biografias: celebrando a vida através do tempo”.

Gisele Corrêa Ferreira, diretora e curadora do festival, explica como o tema será abordado:
“O Flipoços todos os anos trabalha com um tema diferente, um tema contemporâneo. E essa temática de 2026 nos surpreendeu muito porque ela acabou atendendo, sem que a gente soubesse, a uma gama imensa de autores que a gente foi pesquisando, que fomos vendo… a quantidade de autores que têm uma ligação íntima com as cartas e com os diários”.
O encontro contará com mais de 100 atividades em mais de 10 palcos e espaços parceiros. Entre os destaques da programação estão palestras, debates, mesas temáticas e lançamentos de livros. Além disso, estarão presentes mais de 40 expositores, oferecendo uma ampla variedade de livros e produtos culturais.
A atração conta ainda com mais de 160 convidados, entre grandes nomes da literatura nacional e internacional, como destaca Gisele Corrêa:
“Uma novidade é a Carreta Geek, que é voltada para a cultura pop, para os games, para a juventude que é ligada nessa área. Um mini congresso chamado ‘Flipoços Inclusão’, que é voltado para educadores, profissionais da área de educação, com inscrições gratuitas… um dia inteiro dedicado a todas as formas de inclusão dentro da educação”.
Entre os assuntos abordados no evento estarão clubes de leitura, literatura e arte marginal, entre outros. Gisele reforça a variedade dos temas abordados:
“Carla Madeira é a nossa patronesse; a Paloma Amado, filha de Jorge Amado, que será a nossa personalidade literária nacional homenageada. Nós também teremos a oportunidade de receber alguns escritores importantes internacionais; escritores, inclusive, que nunca estiveram no Brasil, como é o caso da Laura Alcoba, que é uma escritora franco-argentina que estará lançando, pela primeira vez no Brasil, a sequência da sua trilogia pela editora Paris de Histórias”.
O público infantil também não ficará de fora, como conta a curadora:
“Durante o festival, nós temos um espaço absolutamente dedicado às crianças, que é o espaço Sesc Flipocinhos, sob curadoria do Sesc Minas, que desenvolve uma programação belíssima, muito intensa também, para receber todas as crianças”.
O evento é gratuito e acontece no Parque José Affonso Junqueira, em Poços de Caldas, Minas Gerais. Mais informações no site flipocos.com.
Cultura
Festival Caju de Leitores começa nesta quarta com série de atrações
A quinta edição do Caju de Leitores, considerado o primeiro festival de literatura indígena do Brasil, começa nesta quarta-feira (2) com uma série de atrações, como rodas de conversa, contação de histórias, atividades educativas e apresentações culturais. O evento acontece na Oca Tururim, na Aldeia Xandó, em Porto Seguro, na Bahia. O local é ponto de preservação da cultura Pataxó.

Entre os participantes desta edição estão a indígena argentina Mariela Tulián, a primeira latino-americana a participar do festival; a indígena Vanessa Guarani Ratton, vencedora do Prêmio Jabuti 2023 na categoria Fomento à Leitura; e a escritora e contadora de histórias Auritha Tabajara, reconhecida como a primeira mulher indígena a publicar cordéis no Brasil.
Sairi Pataxó, escritor e anfitrião do Festival Caju de Leitores, fala sobre a origem do evento:
“O Caju de Leitores é um festival literário dentro da nossa comunidade indígena Pataxó do Xandó que nasceu em 2022 para fomentar a leitura, unir os nossos escritores do Brasil inteiro – este ano já internacional, com a escritora indígena internacional – e unir as escolas à leitura”.
Nesta edição do evento, o tema é “Um Manifesto de Bichos”, que busca dar voz e reconhecer os animais como seres que participam das histórias, das memórias e dos conhecimentos compartilhados entre gerações dos Pataxós, como explica Sairi Pataxó:
“É um tema que é muito forte na nossa cultura. É uma tradição milenar. O cachorro, que é um amigo muito forte do nosso povo, que, para onde a gente vai, principalmente onde tem mata, a gente leva o cachorro. Assim como as outras caças, que são muito fortes na tradição do nosso povo e fazem parte da vivência da nossa vida”.
Alethea Costa, curadora e coordenadora de produção do festival, fala sobre a expectativa de público para esta edição:
“Todos os anos, vem aumentando a participação de alunos, das escolas, dos professores, que já se programam durante o ano dentro da carga letiva para estarem presentes aqui, até atividades escolares que já são pensadas tendo o Caju de Leitores como um dos focos. E este ano também, o que deixa a gente bastante otimista é que nós, no início do ano, realizamos uma itinerância pelas escolas indígenas aqui do município, levamos um pouco do Caju de Leitores para essas escolas.”
Maria Coruja
O evento conta ainda com a presença da anciã e liderança Pataxó Maria Coruja, homenageada da edição deste ano. Ela é cantora, compositora, artesã e guardiã da memória do povo Pataxó. Quando criança, sobreviveu ao episódio conhecido como Fogo 51, ação violenta contra a população indígena Pataxó. Também se tornou uma das grandes referências do samba indígena.
A programação do Caju de Leitores é gratuita e acontece até sexta-feira (4).
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