Cultura
Festival de Cinema de Vitória exibe 90 filmes de graça
Cultura
A capital do Espírito Santo vai sediar o maior evento de cinema e audiovisual do estado. Começa neste sábado a 32ª edição do Festival de Cinema de Vitória, com exibição gratuita de 90 filmes, sendo 85 curtas e cinco longas-metragens. Vinte e oito produções são do próprio estado.

Ao todo, o evento, que vai até a quinta-feira, dia 24, conta com 11 mostras competitivas, abordando diferentes temáticas, como mulheres no cinema, cinema e negritude e cinema ambiental.
A participação no evento foi disputada, com mais de 1300 obras inscritas, em diferentes gêneros, como documentários, obras experimentais e animações.
Larissa Delbone, produtora executiva do festival, explica como foi a seleção dos filmes.
“Os filmes são escolhidos pela comissão de seleção, que é formada por profissionais que têm estrita relação com o audiovisual, como cineastas, produtores, críticos, pesquisadores do audiovisual, que escolhem as produções da safra 2024 e 2025. A seleção dos filmes é plural; [os filmes] abordam uma diversidade de temas que dialogam com assuntos contemporâneos, como meio ambiente, questões femininas, entre outros assuntos”.
Todas as produções concorrem ao Troféu Vitória, símbolo do evento. A escolha dos vencedores é feita por especialistas e pelo público, como explica a produtora Larissa Delbone.
“Os filmes vencedores são escolhidos pelo júri técnico do festival de cinema de Vitória, composto por especialistas profissionais ligados ao audiovisual brasileiro. O público também participa, e ao final de cada sessão escolhe seu filme preferido”.
O Festival vai homenagear duas personalidades da cultura brasileira. Larissa destaca que os escolhidos são artistas com trajetórias expressivas.
“Os homenageados do festival de cinema de Vitória são escolhidos pela contribuição artística à cultura brasileira. Os homenageados da trigésima segunda edição do Festival de Cinema de Vitória são Ney Matogrosso, um dos artistas mais importantes da cultura brasileira e com uma atuação múltipla no campo das artes, brilhando como cantor, iluminador, diretor de teatro e shows, e também como ator de filmes de grandes diretores. Nossa outra homenageada é a atriz, produtora e diretora Verônica Gomes, uma das figuras mais emblemáticas da produção cultural do Espírito Santo”.
Além das exibições, o festival ainda conta com sessões especiais e debates. Tudo acontece no Sesc Glória, localizado no centro da cidade. Todas as atrações são gratuitas!
Cultura
Festival Caju de Leitores começa nesta quarta com série de atrações
A quinta edição do Caju de Leitores, considerado o primeiro festival de literatura indígena do Brasil, começa nesta quarta-feira (2) com uma série de atrações, como rodas de conversa, contação de histórias, atividades educativas e apresentações culturais. O evento acontece na Oca Tururim, na Aldeia Xandó, em Porto Seguro, na Bahia. O local é ponto de preservação da cultura Pataxó.

Entre os participantes desta edição estão a indígena argentina Mariela Tulián, a primeira latino-americana a participar do festival; a indígena Vanessa Guarani Ratton, vencedora do Prêmio Jabuti 2023 na categoria Fomento à Leitura; e a escritora e contadora de histórias Auritha Tabajara, reconhecida como a primeira mulher indígena a publicar cordéis no Brasil.
Sairi Pataxó, escritor e anfitrião do Festival Caju de Leitores, fala sobre a origem do evento:
“O Caju de Leitores é um festival literário dentro da nossa comunidade indígena Pataxó do Xandó que nasceu em 2022 para fomentar a leitura, unir os nossos escritores do Brasil inteiro – este ano já internacional, com a escritora indígena internacional – e unir as escolas à leitura”.
Nesta edição do evento, o tema é “Um Manifesto de Bichos”, que busca dar voz e reconhecer os animais como seres que participam das histórias, das memórias e dos conhecimentos compartilhados entre gerações dos Pataxós, como explica Sairi Pataxó:
“É um tema que é muito forte na nossa cultura. É uma tradição milenar. O cachorro, que é um amigo muito forte do nosso povo, que, para onde a gente vai, principalmente onde tem mata, a gente leva o cachorro. Assim como as outras caças, que são muito fortes na tradição do nosso povo e fazem parte da vivência da nossa vida”.
Alethea Costa, curadora e coordenadora de produção do festival, fala sobre a expectativa de público para esta edição:
“Todos os anos, vem aumentando a participação de alunos, das escolas, dos professores, que já se programam durante o ano dentro da carga letiva para estarem presentes aqui, até atividades escolares que já são pensadas tendo o Caju de Leitores como um dos focos. E este ano também, o que deixa a gente bastante otimista é que nós, no início do ano, realizamos uma itinerância pelas escolas indígenas aqui do município, levamos um pouco do Caju de Leitores para essas escolas.”
Maria Coruja
O evento conta ainda com a presença da anciã e liderança Pataxó Maria Coruja, homenageada da edição deste ano. Ela é cantora, compositora, artesã e guardiã da memória do povo Pataxó. Quando criança, sobreviveu ao episódio conhecido como Fogo 51, ação violenta contra a população indígena Pataxó. Também se tornou uma das grandes referências do samba indígena.
A programação do Caju de Leitores é gratuita e acontece até sexta-feira (4).
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