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Festival celebra cultura falada e escrita a partir de hoje no Recife

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Música, teatro, literatura, batalhas de slams. Uma festa para celebrar como a cultura se expressa através da fala e da escrita tomará vários espaços culturais e acadêmicos da capital de Pernambuco a partir desta sexta-feira, com o 23º Festival Recifense de Literatura A Letra e a Voz.

Durante os próximos 9 dias, grupos de teatro, cantores, escritores, pesquisadores, dançarinos, entre outros atores ligados a várias manifestações culturais, vão integrar uma intensa programação com o tema Narrativas para habitar o mundo: vozes que se encontram.

Esta edição vai homenagear o poeta e artista visual Thiago West, o escritor e jornalista Raimundo Carrero — ambos in memoriam —, além da Frente Nacional das Mulheres do Hip Hop de Pernambuco.

A abertura acontece logo mais, às 19h, no Teatro Santa Isabel, na Praça da República, com uma cerimônia aos homenageados, seguido do show Chama Elas, com as artistas da Frente Nacional das Mulheres do Hip Hop de Pernambuco.

Encerrando a primeira noite de festival, o autor e ator Gregório Duvivier estreará seu novo espetáculo, Ao Pé da Letra, um desdobramento do grande sucesso da peça O Céu da Língua, que circulou por todo o Brasil e chegou aos palcos de outros países.

No sábado e domingo, outros destaques da programação no Santa Isabel são o bate-papo Narrativas para habitar o mundo, capitaneado pela escritora paulista Aline Bei e pela autora pernambucana Clarice Freire, e o inventivo show Até Cansar o Cansaço, da potiguar Juliane Linhares.

Ela apresentará canções de seu segundo álbum solo, inspirado na obra do neurocientista e escritor Sidarta Ribeiro, referência internacional nas pesquisas sobre sono, sonhos e memória.

A histórica Sala de Armas do Recife receberá ainda, durante o fim de semana, mesas de debates, espetáculos infantis, visitas guiadas para crianças, encontro com autores e a Feira da Maré.

A partir da próxima terça-feira, a programação será descentralizada para outros locais do Recife, como o Compaz Ariano Suassuna, a Academia Pernambucana de Letras e o Paço do Frevo.

Para participar dos eventos, basta levar 1 kg de alimento não perecível destinado ao Banco de Alimentos do Recife. Os detalhes da programação já estão disponíveis no Instagram da Secretaria Municipal de Cultura do Recife.


Fonte: EBC Cultura

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Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos

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Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.

Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.

Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.

 A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.

A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.


Fonte: EBC Cultura

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