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Festa Literária Internacional de Parati homenageia Paulo Leminski

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O município de Parati, na Costa Verde do Rio de Janeiro, recebe de 30 de julho a 3 de agosto um dos mais tradicionais eventos literários do país, a Festa Literária Internacional de Parati (Flip). Em sua 23ª edição, a festa volta a seu período tradicional, entre os meses de julho e agosto, depois de alterações no calendário devido à pandemia de covid-19. 

Abordando diversas questões e com uma programação variada, voltada para o público de todas as idades, esta edição tem como autor homenageado Paulo Leminski, que se destacou por unir em seu trabalho o erudito e o popular. Ana Lima Cecílio, curadora do evento, explica a escolha do escritor.

“Homenagear o Paulo Leminski é um jeito primeiro de levar para a Flip todo uma produção contemporânea de poesia, que é muito preciosa e muito importante e com vozes muito plurais do Brasil inteiro. Poesia de todo tipo. A poesia ela tem esse caráter de variedade, de pluralidade que interessa muito à Flip.”

A curadora ressalta que Leminski soube agregar diversas linguagens em sua produção.

“O Leminski é um poeta de uma geração que entendeu que a poesia está também na canção, está nos muros, ela está nas falas, ela está no jeito que a gente se comunica. Acho que tem uma característica muito importante da poesia do Leminski, que talvez seja a mais importante, que é uma imensa comunicabilidade e uma generosidade com o leitor.”

Entre as atrações do evento estão a estreia do palco Caprichos e Relaxos, dedicado à poesia, e o palco da praia, onde se apresentam diversas manifestações culturais paratienses e da região de Costa Verde. Ana Lima Cecílio destaca que o evento já começa com o nome de peso.

“A gente tem a abertura da Flip, é na quarta-feira, o primeiro dia, que vai ser uma fala do Arnaldo Antunes. O Arnaldo que é esse artista queridíssimo, esse poeta incrível e que foi muito filho do Leminski. Então é uma mesa que é muito importante. A gente acha que o Arnaldo vai atualizar o Leminski, falar desse legado.”

A programação também se volta para temas relevantes nos cenários nacional e internacional, como o meio ambiente, a crise climática, as guerras e a democracia.

Para saber mais sobre o evento e como adquirir ingressos, o site é flip.org.br.
 


Fonte: EBC Cultura

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Festival Caju de Leitores começa nesta quarta com série de atrações

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A quinta edição do Caju de Leitores, considerado o primeiro festival de literatura indígena do Brasil, começa nesta quarta-feira (2) com uma série de atrações, como rodas de conversa, contação de histórias, atividades educativas e apresentações culturais. O evento acontece na Oca Tururim, na Aldeia Xandó, em Porto Seguro, na Bahia. O local é ponto de preservação da cultura Pataxó.

Entre os participantes desta edição estão a indígena argentina Mariela Tulián, a primeira latino-americana a participar do festival; a indígena Vanessa Guarani Ratton, vencedora do Prêmio Jabuti 2023 na categoria Fomento à Leitura; e a escritora e contadora de histórias Auritha Tabajara, reconhecida como a primeira mulher indígena a publicar cordéis no Brasil.

Sairi Pataxó, escritor e anfitrião do Festival Caju de Leitores, fala sobre a origem do evento:

“O Caju de Leitores é um festival literário dentro da nossa comunidade indígena Pataxó do Xandó que nasceu em 2022 para fomentar a leitura, unir os nossos escritores do Brasil inteiro – este ano já internacional, com a escritora indígena internacional – e unir as escolas à leitura”.

Nesta edição do evento, o tema é “Um Manifesto de Bichos”, que busca dar voz e reconhecer os animais como seres que participam das histórias, das memórias e dos conhecimentos compartilhados entre gerações dos Pataxós, como explica Sairi Pataxó:

“É um tema que é muito forte na nossa cultura. É uma tradição milenar. O cachorro, que é um amigo muito forte do nosso povo, que, para onde a gente vai, principalmente onde tem mata, a gente leva o cachorro. Assim como as outras caças, que são muito fortes na tradição do nosso povo e fazem parte da vivência da nossa vida”.

Alethea Costa, curadora e coordenadora de produção do festival, fala sobre a expectativa de público para esta edição:

“Todos os anos, vem aumentando a participação de alunos, das escolas, dos professores, que já se programam durante o ano dentro da carga letiva para estarem presentes aqui, até atividades escolares que já são pensadas tendo o Caju de Leitores como um dos focos. E este ano também, o que deixa a gente bastante otimista é que nós, no início do ano, realizamos uma itinerância pelas escolas indígenas aqui do município, levamos um pouco do Caju de Leitores para essas escolas.”

Maria Coruja

O evento conta ainda com a presença da anciã e liderança Pataxó Maria Coruja, homenageada da edição deste ano. Ela é cantora, compositora, artesã e guardiã da memória do povo Pataxó. Quando criança, sobreviveu ao episódio conhecido como Fogo 51, ação violenta contra a população indígena Pataxó. Também se tornou uma das grandes referências do samba indígena.

A programação do Caju de Leitores é gratuita e acontece até sexta-feira (4).


Fonte: EBC Cultura

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