Cultura
Festa de Olojá passa a fazer parte do calendário oficial de Salvador
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A Festa de Olojá, que reverencia o orixá Exu, agora faz parte do calendário oficial de eventos de Salvador. A celebração também integra o projeto Agô Bahia, voltado para o incremento do afroturismo.

Essa quinta edição traz o tema “Do mercado ao mundo: Exu no calendário da cidade”, que faz referência justamente à introdução da celebração de matriz africana no calendário oficial das festas populares da capital baiana.
Realizada pelo Terreiro Ilê Asé Ojisé Olodumaré – Casa do Mensageiro, junto com feirantes e outros parceiros, o festejo acontece na Feira livre de São Joaquim, a maior do gênero em Salvador. A Festa de Olojá – Senhor do Mercado está com a programação deste ano já em andamento e terá seu ponto alto nesta sexta e sábado.
Nesta sexta-feira acontece a 1ª Feira Preta São Joaquim Cultural, no Mercado da Memória Ancestral. Já no sábado, às 8h, haverá o Cortejo Olojá, o Xiré Olojá para todos os orixás; e a partir do meio-dia, quase 100 terreiros de candomblé, organizados em 40 barracas, distribuirão alimentos gratuitamente ao público. Segundo os organizadores, esse momento de partilha é um dos pilares do evento, reafirmando valores de coletividade, cuidado e responsabilidade comunitária, já que no candomblé, Exu Olojá é o Senhor do Mercado, representando o movimento, a troca, a comunicação e a prosperidade.
E, às 14h, o espaço o Palco Nagô recebe grupos oriundos das casas de santo, como afoxés, grupos de samba e manifestações populares, encerrando as celebrações deste ano do Orixá considerado o Guardião dos Caminhos pelos candomblecistas.
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Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos
Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.
Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.
Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.
A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.
A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.
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