Cultura
Encontro celebra protagonismo indígena nas artes e na literatura
Cultura
Celebrar o protagonismo indígena na literatura e nas artes. Essa é a proposta do “Encontro de escritores e artistas indígenas”, que vai até domingo, no Rio de Janeiro, com entrada gratuita. 

O evento conta com a realização do Ministério da Cultura e o apoio do Ministério dos Povos Indígenas. A iniciativa é idealizada pelo escritor e educador Daniel Munduruku. Ele avalia que a cultura indígena sempre encontrou uma forma de se fazer presente, mas que nos últimos 20 anos, essa presença deu um salto.
Eu acho que a cultura indígena se apresentou desde sempre, mas acho que, nos últimos 20 anos, ela teve a possibilidade de se expressar de uma maneira muito libertadora. Porque a sociedade se abriu um pouco mais para enxergar a riqueza dessa diversidade, e porque as populações indígenas também aprenderam a usar os instrumentos do colonizador para fazerem seus gritos e vozes serem ouvidos.
A programação inclui mesas de conversas, lançamentos de livros, roda de poesia, apresentações musicais, oficinas de ilustração e atividades para crianças. Tudo de graça e aberto ao público.
A edição deste ano acontece na Casa de Rui Barbosa e no Museu de Arte do Rio e inclui atividades educativas voltadas para a formação de professores.
Mais de 30 escritores e artistas indígenas participam. Entre os destaques estão as lideranças indígenas Marcos Terena, Catarina Tupi Guarani e Darlene Taukane.
No último dia do encontro, no domingo, sera realizada a etapa cultural na Fundação Casa de Rui Barbosa, com apresentações musicais, oficinas de ilustração, atividades para crianças, contação de histórias, roda de poesia e feira de artesanato e de livros indígenas. Um dia cultural para toda a família.
Cultura
Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos
Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.
Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.
Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.
A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.
A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.
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