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Em Cachoeira, BA, começa a Festa da Nossa Senhora da Boa Morte

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Com mais de 200 anos de história, começa nesta quarta-feira, na cidade histórica de Cachoeira, no recôncavo baiano, a Festa da Nossa Senhora da Boa Morte.  Todo ano, no mês de agosto, a festa une religiosidade e tradição popular em uma  celebração afrobrasileira.

Organizada pela Irmandade da Nossa Senhora da Boa Morte, que conta apenas com a participação de mulheres negras, a comemoração ancestral tem tanto valor que é reconhecida como patrimônio cultural imaterial brasileiro. 

A Irmandade secular tem suas raízes na devoção a Nossa Senhora da Boa Morte e Nossa Senhora da Glória, santas católicas, e também na ancestralidade do povo negro.

A programação começa nesta quarta com o dia dedicado às irmãs falecidas. As mulheres se vestem de branco e saem em procissão carregando a imagem postada sobre um andor, rumo à Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário. 

Na quinta-feira,  com a imagem de Nossa Senhora da Boa Morte, as irmãs saem da sede da Irmandade em procissão noturna. Carregam velas, entoam cânticos durante o cortejo e fazem menção à dormição de Nossa Senhora.

Em Salvador, a devoção à santa é registrada desde o séc. XIX, com a criação de uma Irmandade exclusivamente feminina, na Igreja da Barroquinha.

A transferência dessa Irmandade para a cidade de Cachoeira se deu por volta de 1820. A devoção surgiu vinculada a um pedido feito por africanas à Nossa Senhora da Boa Morte pelo fim da escravidão.

A festa da Boa Morte se prolonga até o domingo, com muito samba de roda e uma farta ceia durante os cinco dias.


Fonte: EBC Cultura

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Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos

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Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.

Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.

Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.

 A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.

A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.


Fonte: EBC Cultura

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