Cultura
Dia do Choro: 23 de abril celebra patrimônio imaterial do Brasil
Cultura
Os amantes da boa música comemoram nesta quinta-feira, 23 de abril, o Dia Nacional do Choro. Reconhecido como patrimônio cultural do Brasil, o choro é considerado o primeiro gênero musical urbano brasileiro.

O jornalista Nelson Augusto, idealizador, produtor e apresentador do programa de choro Brasileirinho, da Universitária FM — uma das produções mais tradicionais de música brasileira na emissora — comenta detalhes da data.
“A data se refere à questão do aniversário do Pixinguinha, que é 23 de abril. Então foi estipulado que seria o Dia Nacional do Choro. Recentemente, o choro foi reconhecido pelo governo do Brasil como patrimônio imaterial, o que reforçou mais ainda a nossa missão de manter viva a memória do choro e ao vivo com o nosso programa Brasileirinho todos os domingos, de 10h ao meio-dia.”
Há 28 anos no ar, o programa Brasileirinho é dedicado ao choro instrumental e cantado, sempre contando com apresentações ao vivo de grupos locais e convidados.
“No que se refere à questão particular da Rádio Universitária FM, não só o programa Brasileirinho, mas sempre nos meses de abril de cada ano, eu dedico o programa O Disco da Semana a álbuns que enfocam o choro. Então, nesse mês de abril de 2026, foram definidos quatro programas celebrando esse gênero essencialmente brasileiro, que surgiu lá no Rio de Janeiro.”
Com transmissão também pela internet, Nelson Augusto garante que o Brasileirinho possui ouvintes na Bélgica, França, Japão e até na Romênia.
Cultura
Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos
Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.
Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.
Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.
A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.
A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.
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