Cultura
Decreto garante espaço para exibição de longas-metragens brasileiros
Cultura
A partir de 2026, filmes brasileiros longas-metragens passam a ter exibição obrigatória nas salas de cinema de todo o país. O decreto, assinado pelo presidente Lula e pela ministra da cultura Margareth Menezes, já foi publicado no Diário Oficial de União.

A chamada Cota de Tela estabelece um número mínimo de sessões e assegura a diversidade de títulos nas salas comerciais.
O objetivo é ampliar o acesso do público a diferentes gêneros, estilos e narrativas do audiovisual nacional, para garantir não apenas a presença do filme brasileiro, mas também a variedade de títulos, evitando a concentração da programação em um número restrito de produções.
Cabe à Ancine, a Agência Nacional de Cinema, a fiscalização e a definição dos critérios específicos para o cumprimento da medida. A agência fica responsável também por detalhar parâmetros técnicos, além de acompanhar, fiscalizar e aplicar medidas em caso de descumprimento.
Ancine será ainda responsável por estabelecer critérios diferenciados para obras brasileiras que tenham recebido prêmios relevantes ou que apresentem comprovado desempenho de público.
De acordo com o Ministério da Cultura, a Cota de Tela é um instrumento fundamental de política pública para o fortalecimento do setor audiovisual do país, ao estimular a produção, a circulação e o consumo de conteúdos nacionais. A pasta reforça que a medida contribui para a geração de emprego e renda, assim como a valorização da cultura brasileira em todas as regiões do país.
Cultura
Companhia de Teatro Cego estreia espetáculo em Porto Seguro
Imagine assistir a uma peça de teatro encenada totalmente no escuro. Essa é a proposta da companhia Teatro Cego, conhecida por transformar o espetáculo em uma experiência sensorial e em um convite à reflexão sobre inclusão e acessibilidade.

Estreia nesta segunda-feira, dia 31, em Porto Seguro, na Bahia, o espetáculo “Expresso Dive – Uma Jornada em Família”.
A peça simula o interior de um vagão de trem. A plateia fica acomodada entre o cenário e os objetos de cena.
Na história, uma adolescente com deficiência visual viaja para visitar a avó. Durante o percurso, ela faz amizade com um funcionário da ferrovia e com um engenheiro florestal. Ao longo da viagem, os três passam a enxergar a vida por uma nova perspectiva.
Sem o apoio da visão, o público é convidado a mergulhar na narrativa por meio dos outros sentidos: sons, aromas, sabores e sensações táteis.
As apresentações são voltadas a estudantes do ensino fundamental da rede pública e acontecem até o dia 3 de setembro, no Sesc Porto Seguro Residencial Ecológico. Depois, o projeto segue em turnê pela Bahia, com passagem por Ilhéus e Itabuna até outubro.
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