Cultura
Cortejo reúne caboclinhos e tribos indígenas no Recife
Cultura
Na reta final das prévias carnavalescas em Recife, a capital pernambucana abre espaço nesta terça-feira, 10, para mais um cortejo que celebra duas grandes manifestações culturais de Pernambuco, os grupos de Caboclinhos e as Tribos Indígenas.

A partir das 17 horas, centenas de brincantes de 24 agremiações de Caboclinhos e Tribos Indígenas irão percorrer a Rua do Bom Jesus em direção à Praça do Arsenal, no Bairro do Recife.
O público poderá celebrar as tradições dos povos originários com seus leques, baque, porta-estandarte, cacique, rei, rainha e outros personagens que compõem o cortejo.
Entre os grupos que irão desfilar pelas ruas e também no palco montado na Praça do Arsenal, está a Tribo Indígena Carijós, que em 2026 completa 130 anos de fundação.
As Tribos Caboclinhos Tupi, sediada no bairro da Mangueira; e Tapirapé, que tem sua sede no bairro Casa Amarela, também levarão parte de suas centenas de integrantes para o Cortejo.
Ambas as tribos detêm o título de Patrimônio Vivo do Recife.
Ao final do Cortejo, os grupos se apresentarão no palco montado na Praça do Arsenal. E para o público presente ainda tem um presente cultural extra.
Após a passagem das agremiações de Caboclinhos e Tribos Indígenas, a programação no palco será dedicada ao Encontro de Mestres e Mestras de Maracatu Nação.
O encontro acontece a partir das 20 horas.
Cultura
Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos
Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.
Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.
Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.
A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.
A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.
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