Cultura
Clássico entre Bahia e Vitória termina com morte e violência
Cultura
Este domingo, 23, foi dia de mais um clássico do futebol baiano entre Bahia e Vitória. A partida, válida pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro, foi disputada no Barradão. Mas a festa do esporte dentro do estádio se transformou em morte e violência fora dele, deixando um saldo de uma morte e quatro tentativas de homicídio.

Alexandre Borges, de 28 anos, apontado como integrante da torcida Bamor, do Bahia, foi morto a facadas na Avenida 29 de Março, horas antes do jogo. Segundo a polícia, ele foi surpreendido por membros de uma torcida adversária enquanto pilotava a moto.
Em nota, a Polícia Civil da Bahia informou que seis homens foram presos em flagrante, suspeitos de envolvimento na morte do torcedor e nas tentativas de homicídio de outras quatro pessoas. Com os detidos, foram encontradas armas brancas, como facas e soqueiras, além de foguetes e artefatos explosivos artesanais. Também foram identificados vestígios de sangue nas roupas de alguns dos suspeitos, que seriam integrantes da Torcida Uniformizada Os Imbatíveis, considerada a principal torcida organizada do Vitória. Todo o material apreendido, incluindo as roupas, foi encaminhado para perícia no Departamento de Polícia Técnica. Os seis suspeitos foram autuados por homicídio qualificado, tentativa de homicídio, posse de artefato explosivo, promoção de tumulto e outros crimes previstos no Estatuto do Torcedor.
Mesmo com o policiamento reforçado nas principais vias de acesso e no entorno do Barradão, vídeos que circularam nas redes sociais registraram agressões e confrontos entre torcidas organizadas, além de atos de vandalismo no transporte público e depredação de lojas e outros estabelecimentos comerciais em bairros como Cajazeiras, Pernambués e Plataforma, e também na Estação de Metrô Pirajá.
Em nota, o Ministério Público informou que acompanha o caso e que está adotando as medidas cabíveis para identificar e responsabilizar os autores dos atos violentos, nos termos da lei.
Cultura
Companhia de Teatro Cego estreia espetáculo em Porto Seguro
Imagine assistir a uma peça de teatro encenada totalmente no escuro. Essa é a proposta da companhia Teatro Cego, conhecida por transformar o espetáculo em uma experiência sensorial e em um convite à reflexão sobre inclusão e acessibilidade.

Estreia nesta segunda-feira, dia 31, em Porto Seguro, na Bahia, o espetáculo “Expresso Dive – Uma Jornada em Família”.
A peça simula o interior de um vagão de trem. A plateia fica acomodada entre o cenário e os objetos de cena.
Na história, uma adolescente com deficiência visual viaja para visitar a avó. Durante o percurso, ela faz amizade com um funcionário da ferrovia e com um engenheiro florestal. Ao longo da viagem, os três passam a enxergar a vida por uma nova perspectiva.
Sem o apoio da visão, o público é convidado a mergulhar na narrativa por meio dos outros sentidos: sons, aromas, sabores e sensações táteis.
As apresentações são voltadas a estudantes do ensino fundamental da rede pública e acontecem até o dia 3 de setembro, no Sesc Porto Seguro Residencial Ecológico. Depois, o projeto segue em turnê pela Bahia, com passagem por Ilhéus e Itabuna até outubro.
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