Cultura
Centro Histórico de Salvador tem programação de Dia do Forró no sábado
Cultura
O Centro Histórico de Salvador recebe neste sábado um show especial em celebração ao Dia do Forró. O encontro vai reunir os cantores Jeanne Lima, Tico e Luana Ingry, que revela as suas expectativas para a apresentação. “Ah, eu estou com a expectativa assim, altíssima, né? Estou super empolgada”. 

Para a noite dedicada ao Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, a cantora preparou um repertório especial que mescla músicas autorais e clássicos do forró. “Eu trabalho com estilo de forró tradicional, então eu toco xaxado, xote, baião, coco, arrasta-pé, o forró mesmo. Então, a gente trabalha com uma mescla. E eu trago para o meu repertório, músicas de compositores, de artistas que eu me identifico muito. Como Luiz Gonzaga, como Jackson do Pandeiro, Marinês, Elba Ramalho, claro, sem esquecer também das atuais. No estilo mais atualizado, como Dorgival Dantas. Tem música de Del Feliz, de Quininho de Valente, de Adelmario Coelho e as músicas autorais também”, diz.
Forrozeira de coração, a soteropolitana confessa como se apaixonou pelo ritmo, aclamado pelo Rei do Baião: “Desde pequenininha, na verdade. Meus tios, eles tocam violão, cantam, mas a minha mãe, ela, ela é uma pessoa que ela gosta muito de música. E eu cresci ouvindo isso. Luiz Gonzaga, Clemilda, Marinês, Jackson do Pandeiro, Trio Nordestino”, completa.
O show com a participação de Luana Ingry é aberto ao público e acontece amanhã a partir das 19h no Largo Quincas Berro D’Água no Pelourinho.
Cultura
Festival Caju de Leitores começa nesta quarta com série de atrações
A quinta edição do Caju de Leitores, considerado o primeiro festival de literatura indígena do Brasil, começa nesta quarta-feira (2) com uma série de atrações, como rodas de conversa, contação de histórias, atividades educativas e apresentações culturais. O evento acontece na Oca Tururim, na Aldeia Xandó, em Porto Seguro, na Bahia. O local é ponto de preservação da cultura Pataxó.

Entre os participantes desta edição estão a indígena argentina Mariela Tulián, a primeira latino-americana a participar do festival; a indígena Vanessa Guarani Ratton, vencedora do Prêmio Jabuti 2023 na categoria Fomento à Leitura; e a escritora e contadora de histórias Auritha Tabajara, reconhecida como a primeira mulher indígena a publicar cordéis no Brasil.
Sairi Pataxó, escritor e anfitrião do Festival Caju de Leitores, fala sobre a origem do evento:
“O Caju de Leitores é um festival literário dentro da nossa comunidade indígena Pataxó do Xandó que nasceu em 2022 para fomentar a leitura, unir os nossos escritores do Brasil inteiro – este ano já internacional, com a escritora indígena internacional – e unir as escolas à leitura”.
Nesta edição do evento, o tema é “Um Manifesto de Bichos”, que busca dar voz e reconhecer os animais como seres que participam das histórias, das memórias e dos conhecimentos compartilhados entre gerações dos Pataxós, como explica Sairi Pataxó:
“É um tema que é muito forte na nossa cultura. É uma tradição milenar. O cachorro, que é um amigo muito forte do nosso povo, que, para onde a gente vai, principalmente onde tem mata, a gente leva o cachorro. Assim como as outras caças, que são muito fortes na tradição do nosso povo e fazem parte da vivência da nossa vida”.
Alethea Costa, curadora e coordenadora de produção do festival, fala sobre a expectativa de público para esta edição:
“Todos os anos, vem aumentando a participação de alunos, das escolas, dos professores, que já se programam durante o ano dentro da carga letiva para estarem presentes aqui, até atividades escolares que já são pensadas tendo o Caju de Leitores como um dos focos. E este ano também, o que deixa a gente bastante otimista é que nós, no início do ano, realizamos uma itinerância pelas escolas indígenas aqui do município, levamos um pouco do Caju de Leitores para essas escolas.”
Maria Coruja
O evento conta ainda com a presença da anciã e liderança Pataxó Maria Coruja, homenageada da edição deste ano. Ela é cantora, compositora, artesã e guardiã da memória do povo Pataxó. Quando criança, sobreviveu ao episódio conhecido como Fogo 51, ação violenta contra a população indígena Pataxó. Também se tornou uma das grandes referências do samba indígena.
A programação do Caju de Leitores é gratuita e acontece até sexta-feira (4).
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