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Centro Histórico de Salvador recebe a décima edição da Flipelô

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As ruas do Centro Histórico de Salvador recebem até domingo a Flipelô, Festa Literária Internacional do Pelourinho. Esta edição celebra uma década de existência do evento e também os 40 anos da Fundação Casa de Jorge Amado, responsável pela organização da iniciativa. A instituição é considerada referência nacional na preservação e difusão da literatura e da cultura brasileira.

Angela Fraga, presidente da Fundação Casa de Jorge Amado, destaca a importância deste momento.

“Essa edição da Flipelô é realmente muito especial. Estamos comemorando 10 anos de realização da festa. Ela já integra realmente um calendário de eventos da cidade, o que nos deixa muito envaidecidos e felizes de conseguir emplacar um evento literário com tanta solidez quanto a Flipelô vem se revelando. E esse ano, além de tudo, a gente ainda tem essa força em comemorar a Flipelô dentro das atividades, das promoções de eventos comemorativos pelos 40 anos da Fundação Casa Jorge Amado”.

A festa conta com a participação de seis escritores internacionais, de países como Angola, Portugal e Estados Unidos, e nomes nacionais de peso, como explica Angela Fraga…

“Carla Madeira, Milton Hatoum, Tiganá Santana, tem o Leonencio Nossa, ele tem uma biografia de Guimaraes Rosa, Aline Bei, cativando aí o público mais jovem. E a gente tem também uma grande novidade que é a coedição com a Companhia das Letras de um livro de cartas entre Jorge Amado e Érico Veríssimo”.

Outra atração de destaque é a escritora baiana Bárbara Carine, uma das vozes mais relevantes do debate sobre educação e racialidade no Brasil, vencedora do Prêmio Jabuti 2024 pela obra “Como Ser um Educador Antirracista”. A presidente da Fundação Casa de Jorge Amado fala sobre a presença dela e do caráter diverso do evento…

“Essa participação, escritores como Bárbara e como tantos outros reflete a diversidade do evento. A gente tem uma curadoria múltipla, trabalha em equipe. Isso faz com que a Flipelô tenha um DNA muito dela, muito próprio, que é abordar vários temas, várias tribos, vários pensamentos de uma forma harmônica e democrática”.

A grande homenageada desta edição é a poeta baiana Myriam Fraga, reconhecida pela publicação de mais de 20 livros e intensa colaboração em jornais e revistas. Entre os temas de suas obras estão questões sociais do Nordeste e construção do feminino. Angela Fraga justifica a escolha da autora…

“Ela foi a grande idealizadora do evento. Ela teve essa ideia de realizar uma festa literária no Pelourinho e terminou que ela não conseguiu ver isso. Ela partiu antes. Então, esse ano também a gente tem um marco dos 10 anos de sua morte e aí a gente achou justo.  Além dela ser também uma idealizadora da própria instituição. Ela foi instituidora junto com Jorge Amado, com Zélia, com tantos outros amigos da fundação”.

Toda a programação da Flipelô é gratuita. O evento é apresentado pelo Ministério da Cultura e conta com correalização do Sesc.


Fonte: EBC Cultura

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Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos

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Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.

Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.

Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.

 A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.

A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.


Fonte: EBC Cultura

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