Cultura
Carnaval: saiba como surgiram as troças de Olinda
Cultura
Improviso, bom humor e amigos nas ruas. Essa é a receita certa para formar uma troça carnavalesca. Em Olinda, esse tipo de agremiação nasce das situações mais simples do cotidiano. É da conversa na calçada, da piada repetida todo ano e, às vezes, até de um pé de pitomba. Tudo isso, claro, sem esquecer do frevo.

“O bloco foi criado por um grupo de amigos que se encontrava num determinado ponto dos quatro cantos de Olinda, um bar chamado Senado. Tomava-se a birita, jogava-se sinuca e atrás dessa casa tinha um pé de pitomba. Eles resolveram quebrar os galhos e sair balançando pelas ruas de Olinda”.
Hermes Neto é presidente da troça Pitombeira dos Quatro Cantos, uma das mais tradicionais do Carnaval de Olinda, fundada em 1947. E assim como a Pitombeira, o nome das troças revela o tom da brincadeira. Quem explica é Luiz Inácio, historiador do Museu Paço do Frevo.
“A troça, como o nome já diz, do verbo “troçar” em espanhol, simboliza riso, tirar onda, fazer graça. Os nomes das troças geralmente são mais risonhos, são mais de brincadeira. E elas são mais informais”.
E se engana quem pensa que troça, bloco e clube são a mesma coisa. As diferenças aparecem até no horário das apresentações.
“Uma distinção que também existe de troças é a questão do horário. Costumeiramente, as troças saíam durante o dia, reuniam amigos que frequentavam o mesmo bar ou familiares. Já os clubes, por essa pompa e circunstância que eles tinham — saíam com alas, diretoria, roupas padronizadas — geralmente saíam à noite, nesse carnaval um pouco mais chique”.
E para resumir em uma palavra, o Carnaval de Pernambuco é diversidade. As troças são mais uma entre tantas manifestações culturais que mostram por que o estado é conhecido como o país do Carnaval.
Cultura
Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos
Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.
Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.
Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.
A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.
A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.
-
Entretenimento6 dias atrásZé Vaqueiro grava DVD em Belém com participações de grandes nomes da música
-
Entretenimento5 dias atrásFafá de Belém emociona público em noite especial do Sarau durante o Círio de Nazaré
-
Entretenimento7 dias atrásFora da TV, Eliana mostra habilidade na cozinha e ensina receita ‘irresistível’
-
Entretenimento7 dias atrásDuda Reis reúne registros fofos de momentos em família: ‘Últimos dias s2’
-
Polícia5 dias atrásForças de segurança de MT já frustraram 12 invasões de terras em 2026
-
Cultura5 dias atrásCírio de Nazaré: milhares de devotos visitam imagem de Nossa Senhora
-
Polícia4 dias atrásCorpo de Bombeiros combate princípio de incêndio em papelaria
-
Polícia4 dias atrásPolícia Civil apreende adolescentes e recupera objetos furtados em Barra do Garças
