Cultura
Carnaval diferenciado no interior do Ceará traz jazz e blues
Cultura
Um carnaval diferente, que investe na mistura especial de sons. Assim é o tradicional Festival Jazz & Blues, realizado desde os anos 2000 em Guaramiranga, cidade serrana cearense, a cerca de 100 quilômetros da capital Fortaleza.

Atrações locais, nacionais e de outros países ocupam diferentes palcos, com músicas e estilos que passam também por gêneros afins, regionais e outras vertentes. Maria Amélia Mamede, idealizadora e diretora do Festival, explica como surgiu a ideia de promover o evento em pleno período carnavalesco.
“O Festival Jazz e Blues surgiu como uma alternativa às festas tradicionais de Carnaval. Que a gente sabia que tinha um público que também preferia assim ficar mais tranquilo, né? Não entrar na folia mesmo, né? Do que o brasileiro tanto valoriza. E foi uma aposta que a gente fez, escolhendo um cenário também, a serra de Guaramiranga, que é um restinho de Mata Atlântica preservada. E vem dando certo. Tanto que o público todo ano comparece”.
Entre os nomes nacionais de destaque, este ano, estão a cantora, compositora e violonista Rosa Passos, com o show “Suíte Brasileira”, e o mineiro Beto Guedes, cantor, compositor e multi-instrumentista, nome emblemático do movimento Clube da Esquina. Já do próprio Ceará uma das grandes atrações é o Grupo Murmurando, que celebra 20 anos de trajetória. Maria Amélia fala sobre a importância do Festival Jazz & Blues para a pequena cidade cearense.
“Todo ano a serra recebe um público. Todas as pousadas, hotéis e casas de aluguel ficam com lotação 100%. É uma cidade pequena que vê nesse período sua população triplicar. Essa é a receptividade do público. Acho que o momento mais importante do festival é realmente ver essa interação do público com as performances que são apresentadas”.
Uma novidade na edição 2026 é o retorno do Festival ao Teatro Municipal de Guaramiranga, na praça central da cidade, onde vão acontecer os shows noturnos, e à escadaria da Igreja Matriz, com as apresentações ao pôr do sol. A idealizadora ressalta a diversidade do evento.
“A gente busca também essa combinação, de trazer pessoas de faixas etárias diferentes, de lugares diferentes, valorizando também os instrumentos. É a guitarra, é o clarinete, é o sax, o piano. Então, realmente é uma festa bonita”.
Maria Amélia Mamede também comemora os resultados do festival ao longo dessas quase três décadas de existência.
“Os artistas sempre buscam participar do festival e, assim, são muito bem recebidos pelo público. E ao longo desses anos todos a gente viu que o festival, inclusive, serviu de inspiração para outras festas também em outros estados. De oferecer esse Carnaval diferenciado. Então, a gente acha que foi uma combinação que deu super certo”.
O 27º Festival Jazz & Blues é uma realização do Governo do Brasil, por meio do Ministério da Cultura, e conta com apoio institucional do Governo do Ceará. Toda a programação é gratuita. Mais informações no site: www.jazzeblues.com.br.
Cultura
Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos
Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.
Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.
Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.
A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.
A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.
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