Cultura
Carnaval de Salvador: Carlinhos Brown inaugura novo trio elétrico
Cultura
Carlinhos Brown, artista reconhecido pela mistura de ritmos, ideias e experimentações, apresenta mais um projeto que reforça a trajetória de inovação. Para o Carnaval de 2026, inaugura o novo trio elétrico batizado de Mister Brown 2.

O projeto foi desenvolvido por arquitetos e engenheiros baianos com design contemporâneo, uso de materiais mais leves e tecnologia de ponta na sonorização. Além do trio, Brown terá um carro de apoio chamado de camarote andante, com capacidade para 150 pessoas. O veículo é 100% elétrico.
Para o artista, a iniciativa representa um passo importante na transição energética do Carnaval com foco na sustentabilidade:
“A transição energética é uma fase hoje que ela tá mais para transgressão energética, de dar um passo e a gente descarbonizar o Carnaval. É horrível para para quem vai tocando percussão atrás, sentir aquele bafo de gerador… Imagina isso para o público, não faz bem. E faz bem para a natureza, eu como um todo.”
Atrações
Entre as atrações confirmadas no trio de Carlinhos Brown, está o DJ sul-africano Black Coffee, considerado um dos maiores nomes da música eletrônica no mundo. A participação dialoga com a recente fase do artista que lançou o álbum “EletroCarnaBrown”.
O trabalho traz remix de grandes sucessos em uma fusão entre a percussão afro-baiana e a música eletrônica, com a colaboração do DJ. Mesmo com essa pegada contemporânea, o artista reafirma a força da tradição. No Carnaval 2026, o tema é o samba.
Brown vai receber no trio músicos que integraram a banda de Beth Carvalho, além da participação especial da cantora Simone. Para ele, a homenagem é uma forma de celebrar um gênero que atravessa gerações e une o país.
“O samba nasceu no mar. Tanto o Rio, como Bahia, como Maranhão, como Recife, cada um traduz a sua forma e traz linguagens com os sotaques peculiares que nós temos ao samba. Mas a Bahia é especial. A Bahia também deu seus experimentos nesse longo do tempo. Então, cabe a gente homenagear o samba de roda do recôncavo, tudo que Betânia fez, que Simone fez, que grandes músicos vêm traduzindo. Jorge Portugal, o Roberto Mendes, o trabalho de Neguinho do Samba em fazer o samba reggae ou tudo que aconteceu com o que chama de pagode baiano, que é um tipo de samba muito novo, muito atual e que me sinto muito atuante assim dentro de uma linhagem, da maestria do tambor, da mensagem do tambor. O samba tem essa força, o samba tem esse esteio.”
Trajetória
Ao falar sobre a tragédia trajetória artística de mais de 40 anos, Carlinhos Brown destaca o samba como uma das bases da identidade artística, um caminho que contribuiu para o reconhecimento internacional de um trabalho marcado por prêmios e parcerias ao redor do mundo.
“Eu sou muito feliz por ter ido para o Oscar com o samba. Lá fora eu sou conhecido como um autor de samba. Fiz o aquela canção Mãe de Samba, né? Fiz um um um álbum com a Timbalada chamado Botumbá. Mas minha grande comemoração de samba esse ano é Margarida Perfumada. Ela tá fazendo 30 anos. E quem pode rever nas nas matérias o que eu dizia: ‘Nós precisamos ter samba. Nós precisamos que o samba volte’. E Margarida Perfumada naquele ano ganhou o carnaval. O samba tá de parabéns e a Bahia acertou muito em rever.”
Cultura
Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos
Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.
Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.
Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.
A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.
A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.
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