Cultura
Carnaval 2026: Recife terá encontro de grupos de Maracatu Nação
Cultura
Parte da programação do Carnaval de Recife, começa em 12 de fevereiro a 23ª edição do Tumaraca, encontro que reúne 13 grupos de Maracatu Nação. Mas para o folião, as batidas, o canto e a ancestralidade dos grupos que participam do Tumaraca já podem ser apreciadas e vivenciadas a partir desta terça-feira (20) com uma série de ensaios abertos ao público.

Até o dia 7 de fevereiro, antes do evento principal, estão previstos pelo menos 14 encontros em pontos variados da capital pernambucana, sempre a partir das 18h.
A abertura fica por conta do Maracatu Nação Tupinambá, que dá o pontapé inicial nos ensaios, na rua Erundina de Negreiros, no Córrego do Jenipapo. Na quarta-feira (21) é a vez do Maracatu Sol Brilhante do Recife. Na quinta (22), entra em cena o grupo Leão da Campina. Já na sexta-feira (23), o Pátio de São Pedro, localizado no centro histórico do Recife, será palco de um ensaio coletivo.
A programação completa, com endereços e datas, está disponível no instagram da Associação dos Maracatus Nação de Pernambuco.
Mulheres em destaque
A edição deste ano do Tumaraca tem como tema “Empoderamento e Protagonismo Feminino: Canto para Iyabás”. Mestres, mestras e Iyabás vão reverenciar o sagrado feminino e contarão com as participações especiais de Luedji Luna, Gabi do Carmo e Karynna Spinelli.
O espetáculo será conduzido pelo grupo vocal Voz Nagô, formado exclusivamente por mulheres, e contará ainda com a participação do grupo Bacnaré, em uma celebração que destaca a ancestralidade e a força feminina no maracatu.
Cultura
Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos
Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.
Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.
Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.
A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.
A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.
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