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Capital paulista recebe encontro entre coral indígena e orquestra

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A capital paulista recebe neste sábado (14) um encontro entre o coral indígena formado por integrantes do povo Guarani Mbya e a Orquestra Almai. A apresentação acontece na Biblioteca Mário de Andrade, no centro da cidade.

Álbum

Yy Jojou significa “encontro das águas” em guarani e é também o nome do álbum que foi lançado esta semana pelo coral indígena Amba Wera junto com a Orquestra Almai. O disco é resultado de um processo que começou no final da pandemia, quando a orquestra registrou os cânticos do coral na aldeia Tekoa Pyau, que fica no território indígena do Jaraguá.

Liderança na comunidade e integrante do coral, Maurício Biguai Poty fala sobre o que esse registro representa para ele:

“Estou muito feliz com o projeto. Para nós, é um sonho realizado, porque, para nós, é importante falar um pouco da luta. Essa música, para nós, é muito sagrada. Estou muito feliz mesmo.”

O álbum sinfônico reúne oito músicas, que foram selecionadas entre quase 20 composições. São cânticos que fazem parte do dia a dia dos integrantes do coral indígena.

A Orquestra Almai teve o desafio de executar a música para além das partituras, a partir de um exercício de escuta que trouxe os indígenas para o centro da interpretação.

Para Anselmo Mancini, compositor e um dos diretores do projeto, o álbum “Encontro das Águas” se diferencia do histórico da música erudita brasileira, que tem inspiração na música indígena, mas sem envolvimento dos povos originários.

“Quando a gente vê músicas tanto do Villa-Lobos quanto Nepomuceno, Guarnieri, os que utilizaram a música indígena, mas eles, basicamente, se inspiram ou absorvem a música indígena e ela passa a ser deles. Então, a gente está com eles como os protagonistas, e nós fazendo o máximo para conseguir esse encontro entre a música clássica tradicional e o que a gente chama também da música clássica Guarani.”

O álbum está disponível nas plataformas de streaming e, neste sábado, a Orquestra Almai e o Coral Amba Wera se apresentam na Biblioteca Mário de Andrade, no centro de São Paulo, às 17h. A entrada é gratuita.


Fonte: EBC Cultura

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Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos

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Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.

Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.

Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.

 A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.

A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.


Fonte: EBC Cultura

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