Cultura
Caminhada do Forró é reconhecida como Patrimônio Imaterial de Recife
Cultura
A Caminhada do Forró, um dos principais eventos juninos do São João do Recife, celebra neste ano um reconhecimento: o evento agora é Patrimônio Cultural Imaterial da capital pernambucana.

A 21ª edição da Caminhada do Forró acontece nesta quinta-feira (11) e abre oficialmente os festejos juninos no bairro do Recife Antigo.
A programação começa às 17h, na Rua da Moeda, onde centenas de músicos, entre sanfoneiros, zabumbeiros e triangulistas, farão a concentração; e também será feita a entrega simbólica do Título para os organizadores. Por volta das 19h, a Caminhada segue seu trajeto tradicional até a Praça do Arsenal.
O palco montado na Praça receberá 13 atrações que irão ditar o ritmo desta primeira noite junina do arraial do Centro Histórico. Um dos destaque, e também representando o tema da Caminhada este ano, “Mulheres Forrozeiras”, é a Orquestra Sanfônica Feminina. O encontro de diferentes gerações de matriarcas do forró pernambucano contará ainda com a participação de 17 tocadoras de triângulos.
A expectativa é que 20 mil pessoas compareçam ao evento.
A Caminhada do Forró surgiu em 2005, fruto do desejo de alguns amantes do São João feito no interior, entre eles, os irmãos Bruno e Natália Reis, e o desejo de trazer a experiência junina para o centro histórico da capital.
O evento é organizado por meio do Acontecer Projetos Culturais, em parceria com a Prefeitura do Recife.
Cultura
Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos
Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.
Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.
Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.
A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.
A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.
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