Cultura
Bumba meu boi segue ditando o ritmo dos arraiais julinos do Maranhão
Cultura
Há muitos anos a temporada junina envolvendo as centenas de grupos de bumba meu boi do Maranhão, em vários arraiais, continua em julho. Em São Luís, o arraial Vamos Festejar é um dos que prometem movimentar os fins de semana de moradores e turistas. O local escolhido para a festa é o histórico Convento das Mercês, que fica no centro histórico da cidade patrimônio da Unesco.

A abertura acontece nesta quinta-feira (9), a partir das 18h, com apresentações do Tambor Catarina Mina, a Banda do Bom Menino e os bumba bois Fé em Deus, Nina Rodrigues, Maracanã, além da Companhia Barrica.
Ao longo deste primeiro fim de semana de Vamos Festejar ainda se apresentarão outros 20 grupos de bumba meu boi, entre eles, o Boi de Cururupu, de Apolônio, de Axixá, Maioba, Morros, de Leonardo, Touro Negro Encantado, Pindaré e Brilho da Ilha, celebrando todos os sotaques da brincadeira – como são chamados os ritmos do boi maranhense.
Serão 12 dias de evento até o fim de julho, sempre de quinta a domingo, reunindo além grupos tradicionais de bumba meu boi, outras manifestações da cultura popular maranhense – como tambor de crioula, cacuriá, dança do lelê, coco, quadrilhas juninas e danças portuguesa, atividades para crianças e espaços voltados a inclusão, como o Espaço Girassol, uma área planejada exclusivamente para acolher crianças neurodivergentes.
O público poderá conferir ainda a exposição “Bordados de Fé e Memória”, composta por dez couros do Boi de Pindaré.
A programação com as atrações dos próximos fins de semana ainda não foi divulgada.
Cultura
Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos
Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.
Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.
Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.
A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.
A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.
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