Cultura
Bairro de Nazaré já recebe fiéis para o Círio 2025
Cultura
Fiéis e visitantes movimentam a Praça Santuário, no bairro de Nazaré, em Belém, com momentos de devoção, emoção e fé.

Devotos e turistas foram até o local para amarrar fitinhas de promessas na grade da Basílica, uma tradição de fé que ultrapassa gerações ao longo do tempo. Os pedidos marcam a expectativa para viver a grande festa que acontece neste domingo (12), em homenagem à Nossa Senhora de Nazaré.
A estudante Luciane Silva conta que sempre recebeu respostas em relação aos seus pedidos para a santa.
“A minha relação com as fitinhas sempre foi muito importante, desde criancinha. A gente ia no Círio, ali no Lirio Mimoso, comprava, fazia promessas. Desde criancinha minha família me ensinou essa tradição que é comum e que abrange todas as pessoas que gostam do Círio, né? Então, todo ano eu compro a fitinha, quando arrebenta na verdade, e aí refaço os pedidos e sempre dá certo. Graças a Deus, a Nazinha sempre honrou todos os meus pedidos.”
Outras atitudes são pedidos e agradecimentos em forma de objetos esculpidos em gesso, como casas, parte do corpo humano que foram curadas e pessoas que foram protegidas. Já as fitas do Círio, assim como em várias procissões no Brasil, são símbolo de fé e tradição, aproximando os fiéis à Nossa Senhora de Nazaré.
A agrônoma Luana Costa fala da sua experiência:
“Normalmente, eu sempre fiz pedidos. Mesmo com a idade que vai se passando, a gente acaba saindo um pouco desse mundo um pouco lúdico, mas ainda assim, sempre quando vai amarrar, sempre rola um pedido sim. A fé sempre se faz presente nesse momento e a gente não deixa de acreditar que na verdade o pedido é um material que reafirme a tua fé, ele representa aquilo que tu acredita, ele representa os teus mistérios de fé mesmo. Então acaba que quem usa sempre consegue identificar.”
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Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos
Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.
Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.
Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.
A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.
A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.
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