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Armazém Docas será restaurado com investimento de R$ 86 milhões

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O Armazém Docas André Rebouças, localizado na Pequena África, zona portuária da cidade do Rio de Janeiro, vai receber um mega projeto de restauração e requalificação para abrigar um dos maiores complexos da América Latina de memória, cultura e valorização da população negra.

O investimento federal, de mais de R$ 86 milhões, virá do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, do Ministério da Justiça. E a assinatura do Termo de Execução Descentralizada acontece neste terça-feira (16) entre o Ministério da Cultura, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e a Fundação Cultural Palmares.

O prédio histórico, construído em 1871, foi o primeiro do país a ser erguido sem o uso de mão de obra escravizada e recebeu o nome de Armazém Pedro II e depois foi rebatizado para homenagear o engenheiro e abolicionista negro André Rebouças, responsável pelo projeto e construção.

Localizado em frente ao Sítio Arqueológico do Cais do Valongo, o espaço vai abrigar o Centro de Interpretação do Patrimônio Mundial Cais do Valongo, um equipamento voltado a ações dedicadas à valorização da herança africana e do legado do engenheiro André Rebouças.

Também vai sediar o Laboratório Aberto de Arqueologia Urbana, para preservação e estudo de mais de um milhão de peças arqueológicas, incluindo aquelas encontradas durante as escavações do Sítio Cais do Valongo, reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco.

Entre 2003 e 2018, o Armazém Docas foi sede da Ação da Cidadania, organização não governamental criada pelo sociólogo Betinho para das assistência alimentar a famílias pobres. Em 2016 foi tombado pelo Iphan.


Fonte: EBC Cultura

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Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos

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Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.

Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.

Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.

 A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.

A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.


Fonte: EBC Cultura

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