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Várzea Grande reforça limpeza urbana com retirada de mais de 20 mil t de lixo e entulho em 180 dias

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Várzea Grande

Com atuação diária da Prefeitura, Município avança na coleta e na organização da cidade, mas destaca que o descarte correto também depende da consciência e colaboração da população

Em 180 dias de gestão, a Prefeitura de Várzea Grande já recolheu aproximadamente 18 mil toneladas (t) de lixo domiciliar e outras 2,2 mil t de entulho em diversos bairros da cidade. Os dados são da Secretaria de Serviços Públicos que vem intensificando, de forma contínua, as ações de limpeza urbana com o objetivo de manter a cidade limpa, segura, bonita e ambientalmente adequada.

Apesar do trabalho diário das equipes, ainda é necessário maior conscientização da população quanto ao descarte correto dos resíduos, já que o descarte irregular compromete os resultados dos trabalhos em campo e contribui para a degradação de áreas públicas e do meio ambiente.

A Prefeitura reforça a importância da participação do cidadão nesse processo, lembrando que o descarte adequado do lixo é um dever de todos. Há diversos locais apropriados para o encaminhamento correto dos resíduos, tanto em Várzea Grande quanto em Cuiabá.

Para o lixo domiciliar, a coleta regular é realizada pela empresa Locar, conforme rotas previamente definidas. Já os materiais recicláveis podem ser entregues a associações parceiras da Secretaria de Serviços Públicos, como a CATAUNI (Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis Unidos Várzea-grandenses), ASMATS (Associação de Catadores de Material Reciclável e Reutilizável) e ASSCAVAG (Associação de Catadores de Várzea Grande). Essas entidades trabalham com coleta seletiva e, em muitos casos, realizam o recolhimento diretamente nas residências, mediante agendamento.

No caso de entulho, restos de obras, podas de árvores e resíduos de jardinagem, o local correto para descarte é o Aterro Ambiental de Várzea Grande. Em Cuiabá, a empresa Eco Pantanal também recebe esse tipo de material. Para pneus inservíveis, o destino ideal é a empresa Ecopneu, localizada no Distrito Industrial da capital, que realiza o recebimento gratuito desses resíduos, com exceção de pneus de trator.

A atuação do poder público está amparada pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei nº 12.305/2010. Essa legislação estabelece a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, envolvendo fabricantes, distribuidores, comerciantes, consumidores e o próprio poder público. Assim, é dever legal do cidadão realizar a separação adequada dos resíduos, acondicioná-los corretamente e destiná-los aos canais apropriados de coleta seletiva ou logística reversa.

O envolvimento da população é essencial para que o trabalho de limpeza urbana seja realmente eficaz. Além de contribuir para a saúde pública e a preservação do meio ambiente, evita alagamentos e a proliferação de pragas e doenças, como a dengue.

A Prefeitura segue investindo em infraestrutura, conscientização e ampliação dos serviços, mas reforça que a colaboração dos moradores é indispensável para manter a cidade limpa, organizada e sustentável.

Contatos das Associações para agendamento de recolhimento de recicláveis:

• CATAUNI (Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis Unidos Várzea-grandenses) – Zito: (65) 98404-9459

• ASMATS (Associação de Catadores de Material Reciclável e Reutilizável) – Cida: (65) 99676-6356

• ASSCAVAG (Associação de Catadores de Várzea Grande) – Valquíria: (65) 99314-3557

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Sérgio Ricardo defende “choque de gestão” para resolver caos da falta de água em Várzea Grande

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Foto: Alair Ribeiro/TCE-MT

Ao defender um “choque de gestão” para enfrentar o caos de décadas no abastecimento de água e no esgotamento sanitário de Várzea Grande, o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, destacou que a transformação do cenário do saneamento básico do município dependerá de investimentos na casa dos bilhões e de articulação política para garantir os recursos necessários.

A defesa do presidente foi feita durante audiência pública realizada no Ginásio Fiotão, nesta quarta-feira (12), para discutir a atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) e a modelagem da concessão dos serviços de abastecimento de água do município.

“Eu faço questão de estar aqui hoje porque entendo que o futuro de Várzea Grande, a segunda maior cidade do estado, é de interesse de todos nós. Eu não estou aqui só porque sou conselheiro ou porque sou presidente do Tribunal de Contas. Estou aqui porque sou mato-grossense”, declarou.

Na ocasião, Sérgio Ricardo salientou que o município enfrenta um cenário de abandono histórico no saneamento e que, para alcançar a universalização dos serviços e reverter índices críticos, como a perda de quase 60% da água produzida e a cobertura de esgoto inferior a 29%, será necessário, além do choque de gestão, uma articulação política em âmbito nacional para viabilizar os recursos necessários.

“71% da população de Várzea Grande não tem acesso a esse serviço. Para resolver essa situação, será necessário muito dinheiro, pois essa situação de Várzea Grande não será resolvida com milhões, aqui serão necessários bilhões. O estudo fala em investimentos de R$ 2 a R$ 3 bilhões, mas isso pode ser ainda maior, porque praticamente não há infraestrutura adequada na cidade”, afirmou.

Os dados citados constam de levantamento técnico realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), que projeta uma agenda de investimentos entre R$ 2,03 bilhões e R$ 3,20 bilhões, com metas de execução até 2060.

Conforme o levantamento, para atingir a meta de universalização de 90% até 2033, será necessário ampliar a rede de coleta de esgoto de 403 quilômetros para 1.584 quilômetros, quase quatro vezes a extensão atual.

“É preciso escavar Várzea Grande inteira. Em alguns bairros, a água até chega, mas não há condições de distribuí-la adequadamente porque a rede e o encanamento não prestam. Está tudo deteriorado, rompido”, asseverou o presidente.

A realização da audiência pública corresponde à sétima etapa do cronograma apresentado pela Prefeitura de Várzea Grande. A próxima fase será o encaminhamento do Plano Municipal de Saneamento Básico à Câmara Municipal, onde deverá ser analisado para posterior aprovação e transformação em lei.

“Com o estudo avançando e, principalmente, com esse diagnóstico do saneamento básico sendo encaminhado à Câmara Municipal, nós passamos a ter mais segurança jurídica para acompanhar de perto todo esse processo e para que o plano seja aprovado e transformado em lei. É fundamental que esse planejamento se torne uma política de Estado, que não dependa de quem esteja à frente da Prefeitura, porque o saneamento básico é uma necessidade permanente da população”, pontuou a prefeita Flávia Moretti.

Sem água

Ainda de acordo com o estudo, apenas 53,88% dos domicílios são efetivamente atendidos pela rede de abastecimento de água. A precariedade do serviço se reflete no cotidiano da população: 73,9% dos moradores relatam sofrer com a falta de água diária ou semanalmente.

Entre eles está Benedito da Costa, aposentado e morador do bairro Mangabeira, na região do Jardim dos Estados.

“É uma preocupação de muito tempo. A gente paga pela água, e eles mandam o caminhão-pipa toda terça e toda sexta-feira. E não é só para mim, é para os moradores do bairro. São duas cargas de água, que são suficientes para passar a semana. Lá, a gente faz o que pode. Se você tiver uma caneca de água, a gente divide essa caneca com a família inteira. Eu já estou com mais de 60 anos e tenho experiência de vida, por isso peço, prefeita, ajude o povo de lá. Resolva esse problema da água para nós. É só isso que nós queremos”, declarou.

Mesa Técnica

A busca por soluções para os problemas históricos de saneamento de Várzea Grande já é fruto de mesa técnica do TCE-MT. Requerida pela Prefeitura, a mesa foi aberta em dezembro de 2025 com o objetivo de construir uma solução técnico-jurídica para o contrato firmado com o Consórcio Lumevix, responsável pela implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário da Sub-Bacia 02, que inclui a Estação de Tratamento de Esgoto Santa Maria (ETE Santa Maria).

Contratadas em 2016, com prazo de conclusão de 12 meses, as obras permanecem paralisadas após quase nove anos, em razão de disputas judiciais, reprogramações financeiras, entraves ambientais e baixa evolução física.

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