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Várzea Grande recebe 90 dispositivos móveis para modernizar atendimento  

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A ideia é que eles sejam utilizados não só por quem atua em campo, mas também nas unidades de saúde, como instrumento de comunicação e gestão

A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, recebeu 90 dispositivos móveis que serão utilizados por profissionais da saúde nas unidades básicas e em ações de campo. A entrega foi realizada na sede da superintendência estadual do Ministério da Saúde, em Cuiabá.

Os modelos de celulares são os mesmos utilizados pelo IBGE no último censo populacional.

A prefeita Flávia Moretti (PL) fez questão de conferir pessoalmente os novos equipamentos e afirmou que é preciso introduzir tecnologia para melhorar a própria comunicação de dados na saúde, bem como, a comunicação com os pacientes. “A gente busca recurso onde tem. É assim que essa gestão trabalha”, pontuou.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, e o superintendente da Atenção Primária à Saúde, Márcio Frederico, fizeram questão de ir buscar os equipamentos na última terça-feira, dia 15. Segundo eles, os smartphones vão auxiliar diretamente o trabalho das equipes de saúde, permitindo o registro, o monitoramento e o acompanhamento das informações de forma digital e em tempo real.

“Essa entrega representa um avanço importante para o Município. São ferramentas que vão dar mais agilidade ao atendimento, melhorar a comunicação entre as equipes e garantir maior precisão na coleta e no registro de dados. É a tecnologia a serviço da saúde, aproximando ainda mais os profissionais da comunidade”, destacou Deisi Bocalon.

Para o superintendente Márcio Frederico, a modernização dos processos é fundamental para garantir mais eficiência no atendimento à população. “Esses dispositivos vão integrar os profissionais aos sistemas da rede municipal de forma mais dinâmica. A ideia é que eles sejam utilizados não só por quem atua em campo, mas também nas unidades de saúde, como instrumento de comunicação e gestão. Já solicitamos mais equipamentos ao Ministério, pois o objetivo é que cada unidade tenha ao menos um aparelho disponível”, explicou.

A entrega foi feita pelo superintendente estadual do Ministério da Saúde em Mato Grosso, Altir Antônio Peruzzo, que reforçou o papel da tecnologia no fortalecimento da Atenção Básica. “A informatização é um caminho sem volta. Esses aparelhos contribuem para o desempenho das equipes, facilitam o acesso às informações e melhoram a qualidade do serviço prestado à população”, afirmou.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Sérgio Ricardo defende “choque de gestão” para resolver caos da falta de água em Várzea Grande

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Foto: Alair Ribeiro/TCE-MT

Ao defender um “choque de gestão” para enfrentar o caos de décadas no abastecimento de água e no esgotamento sanitário de Várzea Grande, o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, destacou que a transformação do cenário do saneamento básico do município dependerá de investimentos na casa dos bilhões e de articulação política para garantir os recursos necessários.

A defesa do presidente foi feita durante audiência pública realizada no Ginásio Fiotão, nesta quarta-feira (12), para discutir a atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) e a modelagem da concessão dos serviços de abastecimento de água do município.

“Eu faço questão de estar aqui hoje porque entendo que o futuro de Várzea Grande, a segunda maior cidade do estado, é de interesse de todos nós. Eu não estou aqui só porque sou conselheiro ou porque sou presidente do Tribunal de Contas. Estou aqui porque sou mato-grossense”, declarou.

Na ocasião, Sérgio Ricardo salientou que o município enfrenta um cenário de abandono histórico no saneamento e que, para alcançar a universalização dos serviços e reverter índices críticos, como a perda de quase 60% da água produzida e a cobertura de esgoto inferior a 29%, será necessário, além do choque de gestão, uma articulação política em âmbito nacional para viabilizar os recursos necessários.

“71% da população de Várzea Grande não tem acesso a esse serviço. Para resolver essa situação, será necessário muito dinheiro, pois essa situação de Várzea Grande não será resolvida com milhões, aqui serão necessários bilhões. O estudo fala em investimentos de R$ 2 a R$ 3 bilhões, mas isso pode ser ainda maior, porque praticamente não há infraestrutura adequada na cidade”, afirmou.

Os dados citados constam de levantamento técnico realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), que projeta uma agenda de investimentos entre R$ 2,03 bilhões e R$ 3,20 bilhões, com metas de execução até 2060.

Conforme o levantamento, para atingir a meta de universalização de 90% até 2033, será necessário ampliar a rede de coleta de esgoto de 403 quilômetros para 1.584 quilômetros, quase quatro vezes a extensão atual.

“É preciso escavar Várzea Grande inteira. Em alguns bairros, a água até chega, mas não há condições de distribuí-la adequadamente porque a rede e o encanamento não prestam. Está tudo deteriorado, rompido”, asseverou o presidente.

A realização da audiência pública corresponde à sétima etapa do cronograma apresentado pela Prefeitura de Várzea Grande. A próxima fase será o encaminhamento do Plano Municipal de Saneamento Básico à Câmara Municipal, onde deverá ser analisado para posterior aprovação e transformação em lei.

“Com o estudo avançando e, principalmente, com esse diagnóstico do saneamento básico sendo encaminhado à Câmara Municipal, nós passamos a ter mais segurança jurídica para acompanhar de perto todo esse processo e para que o plano seja aprovado e transformado em lei. É fundamental que esse planejamento se torne uma política de Estado, que não dependa de quem esteja à frente da Prefeitura, porque o saneamento básico é uma necessidade permanente da população”, pontuou a prefeita Flávia Moretti.

Sem água

Ainda de acordo com o estudo, apenas 53,88% dos domicílios são efetivamente atendidos pela rede de abastecimento de água. A precariedade do serviço se reflete no cotidiano da população: 73,9% dos moradores relatam sofrer com a falta de água diária ou semanalmente.

Entre eles está Benedito da Costa, aposentado e morador do bairro Mangabeira, na região do Jardim dos Estados.

“É uma preocupação de muito tempo. A gente paga pela água, e eles mandam o caminhão-pipa toda terça e toda sexta-feira. E não é só para mim, é para os moradores do bairro. São duas cargas de água, que são suficientes para passar a semana. Lá, a gente faz o que pode. Se você tiver uma caneca de água, a gente divide essa caneca com a família inteira. Eu já estou com mais de 60 anos e tenho experiência de vida, por isso peço, prefeita, ajude o povo de lá. Resolva esse problema da água para nós. É só isso que nós queremos”, declarou.

Mesa Técnica

A busca por soluções para os problemas históricos de saneamento de Várzea Grande já é fruto de mesa técnica do TCE-MT. Requerida pela Prefeitura, a mesa foi aberta em dezembro de 2025 com o objetivo de construir uma solução técnico-jurídica para o contrato firmado com o Consórcio Lumevix, responsável pela implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário da Sub-Bacia 02, que inclui a Estação de Tratamento de Esgoto Santa Maria (ETE Santa Maria).

Contratadas em 2016, com prazo de conclusão de 12 meses, as obras permanecem paralisadas após quase nove anos, em razão de disputas judiciais, reprogramações financeiras, entraves ambientais e baixa evolução física.

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