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Várzea Grande conquista prêmio estadual com projeto de valorização das trabalhadoras do SUS

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O município de Várzea Grande conquistou destaque estadual ao ter a experiência intitulada “Valorização das Trabalhadoras do Sistema Único de Saúde e o Enfrentamento da Violência no Trabalho: relato de experiência em Várzea Grande (MT)” reconhecida como a melhor experiência exitosa de Mato Grosso no âmbito do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde Equidade), iniciativa do Ministério da Saúde.

A premiação, entregue em Brasília, em abril deste ano, reconheceu o trabalho desenvolvido por meio da parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), fortalecendo a integração entre ensino, serviço e comunidade na construção de ambientes de trabalho mais seguros, acolhedores e equitativos para os profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS).

Desenvolvido entre maio de 2024 e abril de 2026, o projeto reuniu docentes, preceptores e acadêmicos dos cursos de Direito, Enfermagem, Medicina, Nutrição, Psicologia, Saúde Coletiva e Serviço Social. A iniciativa teve como foco compreender e enfrentar situações de violência vivenciadas por trabalhadoras da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Ipase e do Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande (HPSMVG).

Por meio de entrevistas estruturadas com profissionais das unidades, foi realizado um diagnóstico situacional que identificou desafios relacionados às violências de gênero, raça, etnia, classe social e identidade sexual presentes no ambiente de trabalho.

A partir dos resultados obtidos, foram desenvolvidas diversas ações de sensibilização e intervenção, como a produção de vídeos educativos, elaboração de materiais informativos, jornais educativos, palestras em salas de espera, reuniões com gestores e a realização de um fórum regional envolvendo os municípios de Cuiabá e Várzea Grande para discutir os resultados e construir estratégias de enfrentamento.

A secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira, destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento das políticas públicas voltadas aos trabalhadores da saúde.

“Receber esse reconhecimento demonstra que estamos no caminho certo ao investir na valorização dos nossos profissionais e na construção de ambientes de trabalho mais humanizados e seguros. Parabenizo toda a equipe envolvida, a UFMT e os servidores da nossa rede que contribuíram para o sucesso desse projeto, que certamente deixará um legado importante para a saúde pública de Várzea Grande”, afirmou.

Representando a Secretaria Municipal de Saúde no grupo tutorial, a servidora Alessandra Carreira ressaltou que o projeto permitiu ampliar o olhar sobre a saúde do trabalhador.

“O PET-Saúde Equidade proporcionou um espaço de escuta, reflexão e construção coletiva. Conseguimos identificar fragilidades, propor ações e fortalecer o debate sobre a necessidade de ambientes de trabalho mais respeitosos e livres de qualquer forma de violência”, destacou.

Fizeram parte do grupo premiado as professoras doutoras Renata Costa, Carla Gabriela Wunsch e Jocilene Miraveti (coordenadora do PET-Saúde Equidade); as preceptoras Maise Karulinne Gonçalves e Alessandra Carreira Rodrigues, ambas servidoras do município de Várzea Grande; e os petianos (acadêmicos) Anna Paula Oenning, Arthur Paredes, Juliana Schmit, Ana Clara Zampieri, Camila Amorim, Fernanda Arruda, Thercio Fernandes, Ana Clara Afonso, Camila Wernke, Maria Clara Correia, Sueli Alves, Mari Carolina Sucena, Rafael Sucena e Marcos Vinícius Pereira.

O servidor Marcos Tertuliano também enfatizou a relevância da integração entre academia e serviço para a qualificação da assistência.

“Essa experiência mostrou o quanto a parceria entre universidade e serviço de saúde pode transformar realidades. O reconhecimento estadual reforça a importância de continuarmos investindo em ações de educação permanente e valorização dos profissionais do SUS”, pontuou.

EDITAL DE SELEÇÃO

Além do reconhecimento conquistado, Várzea Grande já se prepara para um novo desafio. A Secretaria Municipal de Saúde publicou edital para seleção de preceptores que irão atuar no Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde Clima 2026-2028), também desenvolvido em parceria com a UFMT.

O novo programa terá como foco o enfrentamento das emergências climáticas e ambientais, a promoção da equidade em saúde e a qualificação dos serviços prestados à população por meio do SUS, reforçando o compromisso do município com a inovação, a formação profissional e a melhoria contínua da assistência à saúde.

Para essa nova etapa do PET-Saúde Clima, foram aprovados no processo seletivo de preceptores os seguintes candidatos:

  • Edinar Teles de Oliveira Barato de Figueiredo;
  • Ludmila Mendonça Figueiredo Cardoso;
  • Renato José Evangelista Giroli;
  • Alessandra Carreira Rodrigues;
  • Amarantha Tatys Pereira Pinto.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande amplia inclusão e anuncia novas medidas para crianças neurodivergentes e PCDs

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A noite desta segunda-feira (31) foi marcada por acolhimento, escuta e novas perspectivas para famílias de crianças neurodivergentes e pessoas com deficiência em Várzea Grande. Realizado no Complexo Esportivo Fiotão, o 1º Encontro Intersetorial com as Famílias Atípicas reuniu famílias, profissionais e representantes das áreas de Educação, Saúde e Assistência Social para apresentar avanços e novas ações voltadas à inclusão no município.

A prefeita Flávia Moretti destacou que a principal proposta da gestão é integrar as três áreas para garantir que as famílias tenham acesso aos serviços de forma mais simples e humanizada.

“Meu sonho é que as famílias atípicas tenham as três secretarias trabalhando juntas: Assistência Social, Saúde e Educação. É isso que estamos construindo. Cada passo que damos representa uma evolução e mostra que estamos avançando para garantir os direitos dessas crianças”, afirmou.

Entre as novidades está a prioridade de matrícula para crianças neurodivergentes e PCDs, que terão acesso ao processo de matrícula dez dias antes da abertura para os demais estudantes. A gestão também anunciou a criação de novas unidades para descentralizar o atendimento especializado e a implantação de salas de recursos multifuncionais nas escolas com maior número de estudantes desse público.

Outra mudança será a criação de um fluxo integrado de atendimento desde a matrícula. A proposta é reunir informações e relatórios da criança durante sua trajetória na rede municipal, garantindo que, ao seguir para a rede estadual, ela leve consigo o histórico necessário para dar continuidade ao atendimento.

“Vamos mudar desde o processo de matrícula. A criança vai ter seu histórico e todo o acompanhamento registrado. Isso é garantir o direito dela desde a entrada na escola”, explicou Flávia.

A proposta também prevê uma comunicação mais próxima entre Educação, Saúde e Assistência Social. Quando professores, coordenadores ou diretores identificarem que uma família precisa de apoio, a própria escola poderá acionar as secretarias responsáveis para encaminhar a demanda.

“Se a escola detectar que aquela família precisa de apoio da Saúde ou da Assistência Social, essas secretarias poderão ser acionadas. A escola será esse canal de comunicação para facilitar o acesso das famílias aos serviços”, destacou a prefeita.

A secretária de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, ressaltou que a construção das políticas públicas precisa partir da escuta das famílias.

“Quem conhece a dor da inclusão é a família que convive diariamente com essa criança. Eu não sou uma mãe atípica e, por mais que consiga dimensionar o tamanho do desafio, nunca vou sentir completamente o que vocês vivem. Por isso, preciso ouvir”, afirmou.

Maria Fernanda lembrou ainda que uma das primeiras ações da gestão foi buscar melhores condições para o atendimento especializado, com a transferência do João Ribeiro para uma sede própria.

Novidades na Saúde

Na área da Saúde, o secretário interino Michael Alves destacou a reestruturação do Centro Especializado em Reabilitação (CER), que passou a funcionar em um espaço com melhores condições de acessibilidade. O município também está construindo uma nova sede do serviço, com previsão de salas sensoriais, fisioterapia, ginásio e ambientes voltados ao desenvolvimento da autonomia.

Outra medida é a descentralização do atendimento, com a Unidade Descentralizada de Reabilitação (UDR) na região do São Mateus, aproximando os serviços das famílias que vivem nas regiões mais afastadas.

Famílias como parte da construção

O encontro também reforçou a importância da participação das famílias na construção das políticas públicas. Para Dina Toledo, presidente do Movimento das Famílias Atípicas de Várzea Grande, a presença dos responsáveis demonstra a importância do diálogo com a gestão.

“Entendemos que estamos sendo ouvidos, e a quantidade de famílias presentes aqui já demonstra a importância desse diálogo”, afirmou.

Atualmente, cerca de 2,3 mil crianças neurodivergentes e PCDs estão matriculadas na rede municipal, número que deve crescer nos próximos anos. Por isso, a prefeita reforçou que a informação precisa chegar a todas as famílias.

“A gente precisa chegar até essas famílias. Quando encontrarem outra família que não veio, levem a informação. Ela terá os mesmos direitos e as mesmas orientações”, pediu Flávia.

Mais do que apresentar novos serviços, o encontro no Fiotão reforçou o compromisso de construir uma rede de atendimento integrada, em que a criança seja acolhida desde a matrícula e tenha seus direitos acompanhados pelas áreas de Educação, Saúde e Assistência Social. O trabalho tem como ponto de partida a escuta das famílias e como objetivo garantir mais inclusão, cuidado e oportunidades.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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