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Várzea Grande conquista oito medalhas nos Jogos Estudantis e garante duas vagas para etapa nacional

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A delegação de Várzea Grande encerrou sua participação na etapa estadual das modalidades individuais dos Jogos Estudantis Mato-grossenses com um desempenho de destaque. Após disputar as competições realizadas entre os dias 18 e 20 de julho, em Campo Verde, os atletas retornaram ao município nesta segunda-feira (20) trazendo na bagagem oito medalhas, além da classificação de duas judocas para representar Mato Grosso na etapa nacional dos Jogos da Juventude, que será realizada em agosto, em Brasília.

A equipe várzea-grandense, formada por cerca de 40 integrantes entre atletas e comissão técnica, competiu nas modalidades de judô, tênis de mesa, xadrez e vôlei de praia, representando o município por meio do projeto VG Mais Esporte, desenvolvido pela Prefeitura de Várzea Grande, por intermédio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL).

Ao todo, Várzea Grande conquistou duas medalhas de ouro, quatro de prata e duas de bronze, sendo o judô a modalidade com maior número de pódios. As medalhas de ouro foram conquistadas pelas judocas Isadora Antônia Malheiros e Ana Sofia Campos Costa da Silva, que garantiram vaga para representar Mato Grosso na etapa nacional dos Jogos da Juventude, em agosto, na capital federal.

Para o chefe da delegação, treinador e coordenador do projeto VG Mais Esporte, professor Gilson Casemiro, o resultado demonstra a evolução do esporte escolar no município e já reflete os investimentos realizados na formação dos atletas.

“Foi um resultado muito positivo. Conquistamos oito medalhas, sendo duas de ouro, quatro de prata e duas de bronze. As duas medalhas de ouro garantiram a classificação das atletas do judô para a etapa nacional. Também tivemos destaque no xadrez, que terminou entre os dez melhores do Estado. É muito gratificante ver atletas formados dentro do projeto VG Mais Esporte já conquistando resultados tão importantes.”

Segundo o treinador, a conquista ganha ainda mais relevância diante do alto nível da competição.

“Competimos contra municípios que possuem grande tradição e investimento no esporte. Mesmo assim, conseguimos excelentes resultados. Isso mostra que o trabalho desenvolvido pela Prefeitura, por meio do VG Mais Esporte, já começa a dar frutos. Agora, o foco é intensificar os treinamentos para a etapa nacional, porque o nível da competição será ainda maior.”

Uma das atletas classificadas para representar Mato Grosso em Brasília é a judoca Ana Sofia, que comemorou a medalha de ouro e a oportunidade de defender o Estado na competição nacional.

“Estou muito feliz e muito orgulhosa dessa conquista. Na hora da luta fiquei muito nervosa, mas, graças a Deus, deu tudo certo. Agora é continuar treinando, me dedicar ainda mais e me preparar para representar Mato Grosso e levar o nome de Várzea Grande ao lugar mais alto do pódio.”

Gilson Casemiro também fez questão de destacar o trabalho coletivo da comissão técnica, ressaltando que as conquistas são resultado do empenho de todos os profissionais envolvidos na preparação dos atletas.

“Esses resultados são fruto de um trabalho em equipe. Quero agradecer à professora Sara, aos professores Gerson e Alessandro, que desenvolvem um excelente trabalho com o judô de Várzea Grande; ao professor Ernesto, responsável pela preparação da atleta Ana Sofia, campeã da competição; aos professores Juan e Karen, que atuam no xadrez; e ao professor Heliton, que foi meu braço direito durante toda a competição. Cada um teve um papel fundamental para que nossos atletas chegassem preparados e conquistassem esses excelentes resultados para Várzea Grande”, destacou.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Sérgio Ricardo defende “choque de gestão” para resolver caos da falta de água em Várzea Grande

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Foto: Alair Ribeiro/TCE-MT

Ao defender um “choque de gestão” para enfrentar o caos de décadas no abastecimento de água e no esgotamento sanitário de Várzea Grande, o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, destacou que a transformação do cenário do saneamento básico do município dependerá de investimentos na casa dos bilhões e de articulação política para garantir os recursos necessários.

A defesa do presidente foi feita durante audiência pública realizada no Ginásio Fiotão, nesta quarta-feira (12), para discutir a atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) e a modelagem da concessão dos serviços de abastecimento de água do município.

“Eu faço questão de estar aqui hoje porque entendo que o futuro de Várzea Grande, a segunda maior cidade do estado, é de interesse de todos nós. Eu não estou aqui só porque sou conselheiro ou porque sou presidente do Tribunal de Contas. Estou aqui porque sou mato-grossense”, declarou.

Na ocasião, Sérgio Ricardo salientou que o município enfrenta um cenário de abandono histórico no saneamento e que, para alcançar a universalização dos serviços e reverter índices críticos, como a perda de quase 60% da água produzida e a cobertura de esgoto inferior a 29%, será necessário, além do choque de gestão, uma articulação política em âmbito nacional para viabilizar os recursos necessários.

“71% da população de Várzea Grande não tem acesso a esse serviço. Para resolver essa situação, será necessário muito dinheiro, pois essa situação de Várzea Grande não será resolvida com milhões, aqui serão necessários bilhões. O estudo fala em investimentos de R$ 2 a R$ 3 bilhões, mas isso pode ser ainda maior, porque praticamente não há infraestrutura adequada na cidade”, afirmou.

Os dados citados constam de levantamento técnico realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), que projeta uma agenda de investimentos entre R$ 2,03 bilhões e R$ 3,20 bilhões, com metas de execução até 2060.

Conforme o levantamento, para atingir a meta de universalização de 90% até 2033, será necessário ampliar a rede de coleta de esgoto de 403 quilômetros para 1.584 quilômetros, quase quatro vezes a extensão atual.

“É preciso escavar Várzea Grande inteira. Em alguns bairros, a água até chega, mas não há condições de distribuí-la adequadamente porque a rede e o encanamento não prestam. Está tudo deteriorado, rompido”, asseverou o presidente.

A realização da audiência pública corresponde à sétima etapa do cronograma apresentado pela Prefeitura de Várzea Grande. A próxima fase será o encaminhamento do Plano Municipal de Saneamento Básico à Câmara Municipal, onde deverá ser analisado para posterior aprovação e transformação em lei.

“Com o estudo avançando e, principalmente, com esse diagnóstico do saneamento básico sendo encaminhado à Câmara Municipal, nós passamos a ter mais segurança jurídica para acompanhar de perto todo esse processo e para que o plano seja aprovado e transformado em lei. É fundamental que esse planejamento se torne uma política de Estado, que não dependa de quem esteja à frente da Prefeitura, porque o saneamento básico é uma necessidade permanente da população”, pontuou a prefeita Flávia Moretti.

Sem água

Ainda de acordo com o estudo, apenas 53,88% dos domicílios são efetivamente atendidos pela rede de abastecimento de água. A precariedade do serviço se reflete no cotidiano da população: 73,9% dos moradores relatam sofrer com a falta de água diária ou semanalmente.

Entre eles está Benedito da Costa, aposentado e morador do bairro Mangabeira, na região do Jardim dos Estados.

“É uma preocupação de muito tempo. A gente paga pela água, e eles mandam o caminhão-pipa toda terça e toda sexta-feira. E não é só para mim, é para os moradores do bairro. São duas cargas de água, que são suficientes para passar a semana. Lá, a gente faz o que pode. Se você tiver uma caneca de água, a gente divide essa caneca com a família inteira. Eu já estou com mais de 60 anos e tenho experiência de vida, por isso peço, prefeita, ajude o povo de lá. Resolva esse problema da água para nós. É só isso que nós queremos”, declarou.

Mesa Técnica

A busca por soluções para os problemas históricos de saneamento de Várzea Grande já é fruto de mesa técnica do TCE-MT. Requerida pela Prefeitura, a mesa foi aberta em dezembro de 2025 com o objetivo de construir uma solução técnico-jurídica para o contrato firmado com o Consórcio Lumevix, responsável pela implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário da Sub-Bacia 02, que inclui a Estação de Tratamento de Esgoto Santa Maria (ETE Santa Maria).

Contratadas em 2016, com prazo de conclusão de 12 meses, as obras permanecem paralisadas após quase nove anos, em razão de disputas judiciais, reprogramações financeiras, entraves ambientais e baixa evolução física.

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