Várzea Grande
Várzea Grande amplia vacinação contra HPV para adolescentes e jovens de 15 a 19 anos
Várzea Grande
A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, já está ofertando a vacina contra o papilomavírus humano (HPV) para adolescentes e jovens de 15 a 19 anos. A ação faz parte da estratégia de resgate do Ministério da Saúde, que tem como objetivo imunizar pessoas que não receberam a vacina na idade recomendada. A mobilização segue até o dia 31 de dezembro.
Os adolescentes e jovens dessa faixa etária podem procurar qualquer uma das 26 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município. Para receber a vacina, é necessário apresentar o Cartão SUS, a caderneta de vacinação e um documento oficial com foto.
Conforme explica a responsável técnica pela Imunização da Secretaria Municipal de Saúde, Cléo Chagas, a ampliação do público-alvo fortalece as ações de vacinação realizadas no município.
“Como essa faixa etária passou a fazer parte da estratégia definida pelo Ministério da Saúde até dezembro, todas as ações itinerantes e de busca ativa também passarão a ofertar a vacina contra o HPV em Várzea Grande”, destaca.
Segundo o Ministério da Saúde, a iniciativa busca alcançar pessoas que não foram imunizadas na faixa etária recomendada ou que não possuem registro vacinal, ampliando a proteção individual e coletiva e reforçando a prevenção das doenças associadas ao vírus.
A superintendente da Atenção Primária, Nathalya Rondon, reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção contra o HPV, aliada ao uso de preservativos internos ou externos, que ajudam a reduzir o risco de transmissão.
“O esquema previsto no Calendário Nacional de Vacinação é destinado a meninas e meninos de 9 a 14 anos. Com a estratégia de resgate, adolescentes e jovens de 15 a 19 anos também poderão receber a vacina até 31 de dezembro. A medida garante uma nova oportunidade para quem não foi imunizado no período recomendado”, explica.
De acordo com o Ministério da Saúde, embora a vacinação contra o HPV esteja disponível no Brasil desde 2014, muitos adolescentes deixaram de receber o imunizante na idade indicada. Como consequência, estima-se que cerca de 7 milhões de jovens entre 15 e 19 anos não tenham sido vacinados até 2024.
Em Mato Grosso, a população estimada para a estratégia de resgate é de aproximadamente 270 mil adolescentes e jovens entre 15 e 19 anos. Desse total, cerca de 54 mil compõem o público prioritário da campanha.
Para a secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira, a estratégia representa uma oportunidade de ampliar a proteção da população.
“Quem não recebeu a vacina no período adequado agora tem uma nova chance. Procure a UBS mais próxima. A vacina contra o HPV é segura, eficaz e gratuita. Vacinar é prevenir doenças e reduzir o risco de complicações futuras”, ressalta.
Sobre o HPV
O papilomavírus humano (HPV) é uma infecção sexualmente transmissível (IST) que afeta a pele e as mucosas e está entre as infecções mais comuns no mundo. Existem mais de 200 tipos do vírus: alguns causam verrugas anogenitais, enquanto outros estão associados ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer, como os de colo do útero, ânus, pênis, boca e garganta.
A infecção pelo HPV deve ser avaliada por um profissional de saúde para definição da conduta adequada. O diagnóstico, acompanhamento e tratamento também são ofertados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
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Várzea Grande
Sérgio Ricardo defende “choque de gestão” para resolver caos da falta de água em Várzea Grande
Foto: Alair Ribeiro/TCE-MT
Ao defender um “choque de gestão” para enfrentar o caos de décadas no abastecimento de água e no esgotamento sanitário de Várzea Grande, o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, destacou que a transformação do cenário do saneamento básico do município dependerá de investimentos na casa dos bilhões e de articulação política para garantir os recursos necessários.
A defesa do presidente foi feita durante audiência pública realizada no Ginásio Fiotão, nesta quarta-feira (12), para discutir a atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) e a modelagem da concessão dos serviços de abastecimento de água do município.
“Eu faço questão de estar aqui hoje porque entendo que o futuro de Várzea Grande, a segunda maior cidade do estado, é de interesse de todos nós. Eu não estou aqui só porque sou conselheiro ou porque sou presidente do Tribunal de Contas. Estou aqui porque sou mato-grossense”, declarou.
Na ocasião, Sérgio Ricardo salientou que o município enfrenta um cenário de abandono histórico no saneamento e que, para alcançar a universalização dos serviços e reverter índices críticos, como a perda de quase 60% da água produzida e a cobertura de esgoto inferior a 29%, será necessário, além do choque de gestão, uma articulação política em âmbito nacional para viabilizar os recursos necessários.
“71% da população de Várzea Grande não tem acesso a esse serviço. Para resolver essa situação, será necessário muito dinheiro, pois essa situação de Várzea Grande não será resolvida com milhões, aqui serão necessários bilhões. O estudo fala em investimentos de R$ 2 a R$ 3 bilhões, mas isso pode ser ainda maior, porque praticamente não há infraestrutura adequada na cidade”, afirmou.
Os dados citados constam de levantamento técnico realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), que projeta uma agenda de investimentos entre R$ 2,03 bilhões e R$ 3,20 bilhões, com metas de execução até 2060.
Conforme o levantamento, para atingir a meta de universalização de 90% até 2033, será necessário ampliar a rede de coleta de esgoto de 403 quilômetros para 1.584 quilômetros, quase quatro vezes a extensão atual.
“É preciso escavar Várzea Grande inteira. Em alguns bairros, a água até chega, mas não há condições de distribuí-la adequadamente porque a rede e o encanamento não prestam. Está tudo deteriorado, rompido”, asseverou o presidente.
A realização da audiência pública corresponde à sétima etapa do cronograma apresentado pela Prefeitura de Várzea Grande. A próxima fase será o encaminhamento do Plano Municipal de Saneamento Básico à Câmara Municipal, onde deverá ser analisado para posterior aprovação e transformação em lei.
“Com o estudo avançando e, principalmente, com esse diagnóstico do saneamento básico sendo encaminhado à Câmara Municipal, nós passamos a ter mais segurança jurídica para acompanhar de perto todo esse processo e para que o plano seja aprovado e transformado em lei. É fundamental que esse planejamento se torne uma política de Estado, que não dependa de quem esteja à frente da Prefeitura, porque o saneamento básico é uma necessidade permanente da população”, pontuou a prefeita Flávia Moretti.
Sem água
Ainda de acordo com o estudo, apenas 53,88% dos domicílios são efetivamente atendidos pela rede de abastecimento de água. A precariedade do serviço se reflete no cotidiano da população: 73,9% dos moradores relatam sofrer com a falta de água diária ou semanalmente.
Entre eles está Benedito da Costa, aposentado e morador do bairro Mangabeira, na região do Jardim dos Estados.
“É uma preocupação de muito tempo. A gente paga pela água, e eles mandam o caminhão-pipa toda terça e toda sexta-feira. E não é só para mim, é para os moradores do bairro. São duas cargas de água, que são suficientes para passar a semana. Lá, a gente faz o que pode. Se você tiver uma caneca de água, a gente divide essa caneca com a família inteira. Eu já estou com mais de 60 anos e tenho experiência de vida, por isso peço, prefeita, ajude o povo de lá. Resolva esse problema da água para nós. É só isso que nós queremos”, declarou.
Mesa Técnica
A busca por soluções para os problemas históricos de saneamento de Várzea Grande já é fruto de mesa técnica do TCE-MT. Requerida pela Prefeitura, a mesa foi aberta em dezembro de 2025 com o objetivo de construir uma solução técnico-jurídica para o contrato firmado com o Consórcio Lumevix, responsável pela implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário da Sub-Bacia 02, que inclui a Estação de Tratamento de Esgoto Santa Maria (ETE Santa Maria).
Contratadas em 2016, com prazo de conclusão de 12 meses, as obras permanecem paralisadas após quase nove anos, em razão de disputas judiciais, reprogramações financeiras, entraves ambientais e baixa evolução física.
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