Várzea Grande

Sérgio Ricardo defende união de forças para resolver crise de água em Várzea Grande

Publicado em

Várzea Grande

Presidente do TCE-MT destacou diagnóstico da Fipe sobre o saneamento e defendeu investimentos bilionários para solucionar problemas históricos de abastecimento de água e esgotamento sanitário

O abastecimento de água e o esgotamento sanitário em Várzea Grande foram o centro das atenções na noite desta quarta-feira (12), durante audiência pública para discutir a atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico. O conselheiro e presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo, foi categórico ao resumir a importância do evento.

“O que está sendo discutido hoje aqui é o futuro da cidade. É muito importante. É se vai ter água ou se vai continuar sem água”, afirmou o presidente do TCE-MT ao ser questionado pela imprensa sobre a relevância do debate.

O presidente do órgão fiscalizador pontuou o diagnóstico elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), responsável pelos estudos e levantamentos técnicos sobre o saneamento do município.

“O relatório da Fipe descreve que Várzea Grande vive um verdadeiro caos, provocado diretamente pela omissão e pelas falhas de gestões passadas. A consequência disso é que hoje a cidade não tem água nem rede de esgoto”, declarou.

Sérgio Ricardo afirmou que teve acesso ao levantamento apresentado pela Fipe, que projeta diretrizes e metas de longo prazo, abrangendo o período atual até 2060. Segundo ele, paralelamente, o TCE-MT trabalha na estruturação de um plano de metas e ações para os municípios da Baixada Cuiabana, com horizonte até 2050. Para que as soluções sejam efetivamente implementadas, entretanto, serão necessários investimentos.

“Várzea Grande é uma cidade pobre, assim como Cuiabá e os 13 municípios da Baixada Cuiabana, que formam um bolsão de pobreza. Qualquer governo que vier tem que promover um ataque de todas as forças políticas estaduais e nacionais para tirar esses municípios dessa situação. É preciso uma força de dinheiro nacional e até internacional. A resolução desses problemas só virá com bilhões”, enfatizou Sérgio Ricardo.

Reforçando o papel do órgão de controle externo na fiscalização e no apoio técnico, o presidente do TCE-MT delimitou o escopo de atuação do tribunal e destacou que o problema enfrentado pelo município é estrutural e histórico.

“Nós temos um problema de séculos em Várzea Grande. O Tribunal de Contas e todos os conselheiros vão acompanhar e contribuir. E o que o TCE pode fazer é solicitar os números, orientar e participar. É exatamente isso o que estou fazendo aqui”, afirmou.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Várzea Grande

Sérgio Ricardo defende “choque de gestão” para resolver caos da falta de água em Várzea Grande

Publicados

em

Foto: Alair Ribeiro/TCE-MT

Ao defender um “choque de gestão” para enfrentar o caos de décadas no abastecimento de água e no esgotamento sanitário de Várzea Grande, o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, destacou que a transformação do cenário do saneamento básico do município dependerá de investimentos na casa dos bilhões e de articulação política para garantir os recursos necessários.

A defesa do presidente foi feita durante audiência pública realizada no Ginásio Fiotão, nesta quarta-feira (12), para discutir a atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) e a modelagem da concessão dos serviços de abastecimento de água do município.

“Eu faço questão de estar aqui hoje porque entendo que o futuro de Várzea Grande, a segunda maior cidade do estado, é de interesse de todos nós. Eu não estou aqui só porque sou conselheiro ou porque sou presidente do Tribunal de Contas. Estou aqui porque sou mato-grossense”, declarou.

Na ocasião, Sérgio Ricardo salientou que o município enfrenta um cenário de abandono histórico no saneamento e que, para alcançar a universalização dos serviços e reverter índices críticos, como a perda de quase 60% da água produzida e a cobertura de esgoto inferior a 29%, será necessário, além do choque de gestão, uma articulação política em âmbito nacional para viabilizar os recursos necessários.

“71% da população de Várzea Grande não tem acesso a esse serviço. Para resolver essa situação, será necessário muito dinheiro, pois essa situação de Várzea Grande não será resolvida com milhões, aqui serão necessários bilhões. O estudo fala em investimentos de R$ 2 a R$ 3 bilhões, mas isso pode ser ainda maior, porque praticamente não há infraestrutura adequada na cidade”, afirmou.

Os dados citados constam de levantamento técnico realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), que projeta uma agenda de investimentos entre R$ 2,03 bilhões e R$ 3,20 bilhões, com metas de execução até 2060.

Conforme o levantamento, para atingir a meta de universalização de 90% até 2033, será necessário ampliar a rede de coleta de esgoto de 403 quilômetros para 1.584 quilômetros, quase quatro vezes a extensão atual.

“É preciso escavar Várzea Grande inteira. Em alguns bairros, a água até chega, mas não há condições de distribuí-la adequadamente porque a rede e o encanamento não prestam. Está tudo deteriorado, rompido”, asseverou o presidente.

A realização da audiência pública corresponde à sétima etapa do cronograma apresentado pela Prefeitura de Várzea Grande. A próxima fase será o encaminhamento do Plano Municipal de Saneamento Básico à Câmara Municipal, onde deverá ser analisado para posterior aprovação e transformação em lei.

“Com o estudo avançando e, principalmente, com esse diagnóstico do saneamento básico sendo encaminhado à Câmara Municipal, nós passamos a ter mais segurança jurídica para acompanhar de perto todo esse processo e para que o plano seja aprovado e transformado em lei. É fundamental que esse planejamento se torne uma política de Estado, que não dependa de quem esteja à frente da Prefeitura, porque o saneamento básico é uma necessidade permanente da população”, pontuou a prefeita Flávia Moretti.

Sem água

Ainda de acordo com o estudo, apenas 53,88% dos domicílios são efetivamente atendidos pela rede de abastecimento de água. A precariedade do serviço se reflete no cotidiano da população: 73,9% dos moradores relatam sofrer com a falta de água diária ou semanalmente.

Entre eles está Benedito da Costa, aposentado e morador do bairro Mangabeira, na região do Jardim dos Estados.

“É uma preocupação de muito tempo. A gente paga pela água, e eles mandam o caminhão-pipa toda terça e toda sexta-feira. E não é só para mim, é para os moradores do bairro. São duas cargas de água, que são suficientes para passar a semana. Lá, a gente faz o que pode. Se você tiver uma caneca de água, a gente divide essa caneca com a família inteira. Eu já estou com mais de 60 anos e tenho experiência de vida, por isso peço, prefeita, ajude o povo de lá. Resolva esse problema da água para nós. É só isso que nós queremos”, declarou.

Mesa Técnica

A busca por soluções para os problemas históricos de saneamento de Várzea Grande já é fruto de mesa técnica do TCE-MT. Requerida pela Prefeitura, a mesa foi aberta em dezembro de 2025 com o objetivo de construir uma solução técnico-jurídica para o contrato firmado com o Consórcio Lumevix, responsável pela implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário da Sub-Bacia 02, que inclui a Estação de Tratamento de Esgoto Santa Maria (ETE Santa Maria).

Contratadas em 2016, com prazo de conclusão de 12 meses, as obras permanecem paralisadas após quase nove anos, em razão de disputas judiciais, reprogramações financeiras, entraves ambientais e baixa evolução física.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA