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Seleção de futsal feminino recebe apoio e estrutura para disputar medalhas no mato-grossense

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A prefeitura de Várzea Grande permitiu que a delegação embarcasse em transporte de qualidade, um ônibus de 32 lugares. As atletas ganharam uniformes novos para passeio e para uso nas partidas oficiais, todos com recursos oriundos da gestão Flávia-Tião

A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL) – via Superintendência Municipal de Esportes -, ofertou todo suporte para a seleção feminina de futsal que representa o Município nos Jogos Escolares/Estudantis Mato-grossenses 2025, disputado em Lucas do Rio Verde (a 340 quilômetros de distância), na região médio norte de Mato Grosso. A competição começou no dia 10 e segue até o dia 17.

“O esporte é respeito, o esporte é educação, o esporte é futuro e cada um de vocês é responsável pelo futuro de nossa cidade”, afirmou a prefeita Flávia Moretti, que afirmou que é através do esporte que se conquista uma sociedade mais justa e mais digna.

“As atletas embarcaram cheias de expectativa, levando na bagagem o orgulho de defender as cores da nossa cidade e o sonho de conquistar grandes resultados. A participação é fruto do trabalho conjunto da SMECEL, que segue investindo no esporte escolar como ferramenta de transformação social, disciplina e cidadania”, destacou o superintendente de Esporte e Lazer, Héliton Gomes.

A delegação várzea-grandense viajou com uma estrutura de transporte de qualidade, um ônibus de 32 lugares destinado para transportar atletas do Município, além dos uniformes novos para passeio e para uso nas partidas oficiais, todos com recursos oriundos da gestão Flávia-Tião.

A seleção várzea-grandense, participou da abertura do certame no dia 10, no ginásio Rio Verde. Ao todo, a equipe feminina é composta por nove atletas, além de quatro componentes da comissão técnica.

O time tem como técnico o professor Rafael França, do Projeto Pés de Ouro. O chefe de delegação, Erasmo Ribeiro da Costa, que fica responsável por zelar pela integridade dos atletas, além de cuidar da parte burocrática junto da Comissão Central Organizadora (CCO).

COMEÇOU – Os Jogos Estudantis de Seleções Mato-grossenses, sediados em Lucas do Rio Verde, contaram com a participação de mais de mil atletas. Estão confirmados para os jogos as delegações de 42 municípios, sendo alguns deles: Sinop, Sorriso, Ipiranga do Norte, Porto Alegre do Norte, Vila Rica, Confresa, São Felix do Araguaia, Cáceres, Várzea Grande, Araputanga, Rondonópolis, Santo Antônio de Leverger, Jaciara, Pedra Preta, Juscimeira, Aripuanã, Campo Novo do Parecis, Juara e Conilza.

Já as partidas serão divididas em seis ginásios da cidade, sendo: Ginásio Rio Verde (futsal); Ginásio Pimpão (futsal); Ginásio Didé Martins (handebol); Ginásio da Escola Angelo Nadin (basquete); Ginásio Ernesto Zortéa (voleibol); Ginásio Colégio Lasalle (voleibol).

EDIÇÃO DE VÁRZEA GRANDE – Na próxima semana, dia 18 de julho, começa em Várzea Grande, a etapa dos Jogos Estudantis e Escolares Mato-grossenses de Seleções, nas modalidades individuais: Atletismo, Ginástica Rítmica, Ginástica Artística, Natação, Taekwondo, Wrestling, Karatê e Tiro Com Arco.

Estão previstos para os jogos cerca de 1.500 atletas, que estarão sendo alojados em oito Escolas Municipais de Educação Básica (EMEBs), que são referência no Município na recepção de outras delegações nas edições passadas.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Sérgio Ricardo defende “choque de gestão” para resolver caos da falta de água em Várzea Grande

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Foto: Alair Ribeiro/TCE-MT

Ao defender um “choque de gestão” para enfrentar o caos de décadas no abastecimento de água e no esgotamento sanitário de Várzea Grande, o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, destacou que a transformação do cenário do saneamento básico do município dependerá de investimentos na casa dos bilhões e de articulação política para garantir os recursos necessários.

A defesa do presidente foi feita durante audiência pública realizada no Ginásio Fiotão, nesta quarta-feira (12), para discutir a atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) e a modelagem da concessão dos serviços de abastecimento de água do município.

“Eu faço questão de estar aqui hoje porque entendo que o futuro de Várzea Grande, a segunda maior cidade do estado, é de interesse de todos nós. Eu não estou aqui só porque sou conselheiro ou porque sou presidente do Tribunal de Contas. Estou aqui porque sou mato-grossense”, declarou.

Na ocasião, Sérgio Ricardo salientou que o município enfrenta um cenário de abandono histórico no saneamento e que, para alcançar a universalização dos serviços e reverter índices críticos, como a perda de quase 60% da água produzida e a cobertura de esgoto inferior a 29%, será necessário, além do choque de gestão, uma articulação política em âmbito nacional para viabilizar os recursos necessários.

“71% da população de Várzea Grande não tem acesso a esse serviço. Para resolver essa situação, será necessário muito dinheiro, pois essa situação de Várzea Grande não será resolvida com milhões, aqui serão necessários bilhões. O estudo fala em investimentos de R$ 2 a R$ 3 bilhões, mas isso pode ser ainda maior, porque praticamente não há infraestrutura adequada na cidade”, afirmou.

Os dados citados constam de levantamento técnico realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), que projeta uma agenda de investimentos entre R$ 2,03 bilhões e R$ 3,20 bilhões, com metas de execução até 2060.

Conforme o levantamento, para atingir a meta de universalização de 90% até 2033, será necessário ampliar a rede de coleta de esgoto de 403 quilômetros para 1.584 quilômetros, quase quatro vezes a extensão atual.

“É preciso escavar Várzea Grande inteira. Em alguns bairros, a água até chega, mas não há condições de distribuí-la adequadamente porque a rede e o encanamento não prestam. Está tudo deteriorado, rompido”, asseverou o presidente.

A realização da audiência pública corresponde à sétima etapa do cronograma apresentado pela Prefeitura de Várzea Grande. A próxima fase será o encaminhamento do Plano Municipal de Saneamento Básico à Câmara Municipal, onde deverá ser analisado para posterior aprovação e transformação em lei.

“Com o estudo avançando e, principalmente, com esse diagnóstico do saneamento básico sendo encaminhado à Câmara Municipal, nós passamos a ter mais segurança jurídica para acompanhar de perto todo esse processo e para que o plano seja aprovado e transformado em lei. É fundamental que esse planejamento se torne uma política de Estado, que não dependa de quem esteja à frente da Prefeitura, porque o saneamento básico é uma necessidade permanente da população”, pontuou a prefeita Flávia Moretti.

Sem água

Ainda de acordo com o estudo, apenas 53,88% dos domicílios são efetivamente atendidos pela rede de abastecimento de água. A precariedade do serviço se reflete no cotidiano da população: 73,9% dos moradores relatam sofrer com a falta de água diária ou semanalmente.

Entre eles está Benedito da Costa, aposentado e morador do bairro Mangabeira, na região do Jardim dos Estados.

“É uma preocupação de muito tempo. A gente paga pela água, e eles mandam o caminhão-pipa toda terça e toda sexta-feira. E não é só para mim, é para os moradores do bairro. São duas cargas de água, que são suficientes para passar a semana. Lá, a gente faz o que pode. Se você tiver uma caneca de água, a gente divide essa caneca com a família inteira. Eu já estou com mais de 60 anos e tenho experiência de vida, por isso peço, prefeita, ajude o povo de lá. Resolva esse problema da água para nós. É só isso que nós queremos”, declarou.

Mesa Técnica

A busca por soluções para os problemas históricos de saneamento de Várzea Grande já é fruto de mesa técnica do TCE-MT. Requerida pela Prefeitura, a mesa foi aberta em dezembro de 2025 com o objetivo de construir uma solução técnico-jurídica para o contrato firmado com o Consórcio Lumevix, responsável pela implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário da Sub-Bacia 02, que inclui a Estação de Tratamento de Esgoto Santa Maria (ETE Santa Maria).

Contratadas em 2016, com prazo de conclusão de 12 meses, as obras permanecem paralisadas após quase nove anos, em razão de disputas judiciais, reprogramações financeiras, entraves ambientais e baixa evolução física.

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