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Saúde leva atendimento até empresas e amplia acesso dos trabalhadores em Várzea Grande

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Levar a saúde para mais perto de quem, muitas vezes, não consegue ir até uma unidade devido à rotina de trabalho. Esse foi o objetivo da ação realizada pela equipe da Unidade Básica de Saúde (UBS) Celina Batista Dantas, do bairro Ouro Verde, que promoveu um dia de atendimentos aos colaboradores da fábrica Marajá, em Várzea Grande.

A iniciativa, desenvolvida em parceria com a direção da empresa e coordenada pela Atenção Primária à Saúde, por meio do Programa Saúde do Homem, ofereceu consultas médicas, aferição da pressão arterial, testes de glicemia, testes rápidos para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e vacinação contra tétano, hepatite e influenza.

A ação integra as atividades voltadas ao fortalecimento do cuidado com a saúde do homem e busca ampliar o acesso aos serviços de saúde, especialmente para trabalhadores que enfrentam dificuldades para procurar atendimento durante o horário de funcionamento das unidades.

Para a coordenadora do Programa Saúde do Homem, Roselia Alves, iniciativas como essa aproximam o serviço público da população e contribuem para a prevenção de doenças e o diagnóstico precoce.

“Muitos trabalhadores têm uma rotina intensa e nem sempre conseguem ir até uma unidade de saúde. Quando levamos os serviços para dentro das empresas, conseguimos fazer essa busca ativa, oferecer atendimento, orientar e cuidar da saúde dessas pessoas. Esse é o papel da Atenção Primária: estar cada vez mais próxima da população e garantir acesso aos serviços de saúde”, destacou.

Entre os colaboradores atendidos estava Alberto de Oliveira Batista, de 57 anos, que trabalha no setor de conferência da empresa. Ele ressaltou a importância da iniciativa, principalmente pela praticidade de receber atendimento no próprio ambiente de trabalho.

“É muito importante ter esse atendimento aqui na empresa. Muitas vezes, acabamos adiando os cuidados com a saúde por causa da correria do dia a dia. Assim, fica muito mais fácil cuidar da saúde sem precisar faltar ao trabalho.”

Quem também aprovou a ação foi a colaboradora Ana Souza, de 36 anos, que trabalha há dois anos na fábrica. Ela aproveitou todos os serviços oferecidos, passou por consulta médica e atualizou o cartão de vacinação.

“Essas ações facilitam muito para a gente. A gente sai do serviço, faz a consulta, toma a vacina e resolve tudo aqui mesmo. É muito bom, porque nem sempre conseguimos ir à unidade de saúde. A última vez que participei foi no ano passado e agora aproveitei novamente para colocar meu cartão de vacinação em dia”, contou.

Além de facilitar o acesso aos atendimentos, a parceria fortalece a promoção da saúde no ambiente de trabalho, incentivando a prevenção de doenças e o cuidado contínuo com os colaboradores.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que ações extramuros, como essa, fazem parte da estratégia da Atenção Primária para ampliar a cobertura assistencial, promover qualidade de vida e garantir que os serviços de saúde cheguem a todos os cidadãos, independentemente da rotina de trabalho.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Sérgio Ricardo defende “choque de gestão” para resolver caos da falta de água em Várzea Grande

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Foto: Alair Ribeiro/TCE-MT

Ao defender um “choque de gestão” para enfrentar o caos de décadas no abastecimento de água e no esgotamento sanitário de Várzea Grande, o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, destacou que a transformação do cenário do saneamento básico do município dependerá de investimentos na casa dos bilhões e de articulação política para garantir os recursos necessários.

A defesa do presidente foi feita durante audiência pública realizada no Ginásio Fiotão, nesta quarta-feira (12), para discutir a atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) e a modelagem da concessão dos serviços de abastecimento de água do município.

“Eu faço questão de estar aqui hoje porque entendo que o futuro de Várzea Grande, a segunda maior cidade do estado, é de interesse de todos nós. Eu não estou aqui só porque sou conselheiro ou porque sou presidente do Tribunal de Contas. Estou aqui porque sou mato-grossense”, declarou.

Na ocasião, Sérgio Ricardo salientou que o município enfrenta um cenário de abandono histórico no saneamento e que, para alcançar a universalização dos serviços e reverter índices críticos, como a perda de quase 60% da água produzida e a cobertura de esgoto inferior a 29%, será necessário, além do choque de gestão, uma articulação política em âmbito nacional para viabilizar os recursos necessários.

“71% da população de Várzea Grande não tem acesso a esse serviço. Para resolver essa situação, será necessário muito dinheiro, pois essa situação de Várzea Grande não será resolvida com milhões, aqui serão necessários bilhões. O estudo fala em investimentos de R$ 2 a R$ 3 bilhões, mas isso pode ser ainda maior, porque praticamente não há infraestrutura adequada na cidade”, afirmou.

Os dados citados constam de levantamento técnico realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), que projeta uma agenda de investimentos entre R$ 2,03 bilhões e R$ 3,20 bilhões, com metas de execução até 2060.

Conforme o levantamento, para atingir a meta de universalização de 90% até 2033, será necessário ampliar a rede de coleta de esgoto de 403 quilômetros para 1.584 quilômetros, quase quatro vezes a extensão atual.

“É preciso escavar Várzea Grande inteira. Em alguns bairros, a água até chega, mas não há condições de distribuí-la adequadamente porque a rede e o encanamento não prestam. Está tudo deteriorado, rompido”, asseverou o presidente.

A realização da audiência pública corresponde à sétima etapa do cronograma apresentado pela Prefeitura de Várzea Grande. A próxima fase será o encaminhamento do Plano Municipal de Saneamento Básico à Câmara Municipal, onde deverá ser analisado para posterior aprovação e transformação em lei.

“Com o estudo avançando e, principalmente, com esse diagnóstico do saneamento básico sendo encaminhado à Câmara Municipal, nós passamos a ter mais segurança jurídica para acompanhar de perto todo esse processo e para que o plano seja aprovado e transformado em lei. É fundamental que esse planejamento se torne uma política de Estado, que não dependa de quem esteja à frente da Prefeitura, porque o saneamento básico é uma necessidade permanente da população”, pontuou a prefeita Flávia Moretti.

Sem água

Ainda de acordo com o estudo, apenas 53,88% dos domicílios são efetivamente atendidos pela rede de abastecimento de água. A precariedade do serviço se reflete no cotidiano da população: 73,9% dos moradores relatam sofrer com a falta de água diária ou semanalmente.

Entre eles está Benedito da Costa, aposentado e morador do bairro Mangabeira, na região do Jardim dos Estados.

“É uma preocupação de muito tempo. A gente paga pela água, e eles mandam o caminhão-pipa toda terça e toda sexta-feira. E não é só para mim, é para os moradores do bairro. São duas cargas de água, que são suficientes para passar a semana. Lá, a gente faz o que pode. Se você tiver uma caneca de água, a gente divide essa caneca com a família inteira. Eu já estou com mais de 60 anos e tenho experiência de vida, por isso peço, prefeita, ajude o povo de lá. Resolva esse problema da água para nós. É só isso que nós queremos”, declarou.

Mesa Técnica

A busca por soluções para os problemas históricos de saneamento de Várzea Grande já é fruto de mesa técnica do TCE-MT. Requerida pela Prefeitura, a mesa foi aberta em dezembro de 2025 com o objetivo de construir uma solução técnico-jurídica para o contrato firmado com o Consórcio Lumevix, responsável pela implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário da Sub-Bacia 02, que inclui a Estação de Tratamento de Esgoto Santa Maria (ETE Santa Maria).

Contratadas em 2016, com prazo de conclusão de 12 meses, as obras permanecem paralisadas após quase nove anos, em razão de disputas judiciais, reprogramações financeiras, entraves ambientais e baixa evolução física.

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