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Reunião alinha ações do Programa de Pacificação nas escolas da rede municipal

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Também foram discutidas novas formações e a ampliação do programa para além das unidades escolares, reforçando o compromisso da SMECEL com a construção de uma cultura de paz e de convivência saudável em diversos contextos

O secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer de Várzea Grande, Cleiton Santana, juntamente com a superintendente Pedagógica, Majô Cristine Dias, participaram de uma reunião, nesta semana, no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), com a equipe do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), para o alinhamento e planejamento das ações referentes ao Programa de Pacificação nas Escolas, que envolve a aplicação dos Círculos de Construção de Paz, para o ano de 2025.

O encontro teve como objetivo apresentar o programa ao secretário e fortalecer os laços entre o Município e o Poder Judiciário, na promoção da cultura de paz nas escolas e na comunidade escolar. Durante a reunião, foram elencados os avanços já alcançados pelas primeiras turmas de facilitadores formados em Várzea Grande, além dos impactos positivos percebidos nas unidades escolares participantes do programa.

A Justiça Restaurativa em Mato Grosso, sob a responsabilidade da desembargadora Clarice Claudino da Silva, presidente do NugJur, tem ganha destaque nacional como referência na construção de práticas restaurativas em ambientes educativos. Em todo o Estado, mais de 1.600 facilitadores foram formados e mais de 4.500 Círculos de Construção de Paz foram realizados, beneficiando mais de 44 mil pessoas.

Em Várzea Grande, somente no ano de 2024, foram realizados aproximadamente 280 Círculos de Construção de Paz. Desses, cerca de 240 com a participação de crianças do 3º ao 5º ano, público majoritário da rede municipal, além de atendimentos com alunos da pré-escola ao 2º ano. Também foram realizadas 40 ações dos círculos com adultos, incluindo professores, pais e colaboradores das escolas. Ao todo, cerca de 3.500 crianças e adolescentes e 700 adultos participaram das práticas restaurativas, totalizando aproximadamente 4.200 pessoas alcançadas diretamente pela iniciativa.

Para o secretário municipal, a valorização do programa é estratégica para o fortalecimento da rede. “Falar sobre paz na escola é garantir um espaço seguro para o aprendizado. As crianças precisam de acolhimento e diálogo para se desenvolverem integralmente e esse programa é uma ferramenta poderosa nesse processo. Nosso objetivo agora é formar ainda mais profissionais da rede, ampliando essa cultura restaurativa para além das salas de aula, alcançando também projetos sociais, escolinhas de esporte e outras frentes de atuação do Município.”

PROGRAMA – O Círculo de Construção de Paz é uma prática baseada em princípios como escuta ativa, empatia e corresponsabilidade, criando um espaço seguro onde todos podem expressar sentimentos e necessidades, buscando juntos soluções coletivas para os desafios da convivência. Além da escola, o modelo vem sendo adotado por instituições públicas, organizações sociais e municípios que, como Várzea Grande, incorporaram a proposta como política pública permanente.

De acordo com o secretário, a Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer reafirma seu compromisso com a promoção de ambientes educativos mais acolhedores e agradeceu a equipe do Tribunal de Justiça de Mato Grosso pelo convite e pela parceria inspiradora, que vem impactando positivamente a vida de milhares de pessoas.

Além da equipe da SMECEL, participaram do encontro o juiz-coordenador do Nugjur, Túlio Duailibi Alves Souza, o juiz-coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Várzea Grande, Tiago Abreu, a gestora-geral do Nugjur, Euzeni Paiva de Paula, a gestora do Cejusc, Valéria Monteiro e o assessor de Relações Institucionais do Nugjur, Rauny Viana.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande amplia inclusão e anuncia novas medidas para crianças neurodivergentes e PCDs

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A noite desta segunda-feira (31) foi marcada por acolhimento, escuta e novas perspectivas para famílias de crianças neurodivergentes e pessoas com deficiência em Várzea Grande. Realizado no Complexo Esportivo Fiotão, o 1º Encontro Intersetorial com as Famílias Atípicas reuniu famílias, profissionais e representantes das áreas de Educação, Saúde e Assistência Social para apresentar avanços e novas ações voltadas à inclusão no município.

A prefeita Flávia Moretti destacou que a principal proposta da gestão é integrar as três áreas para garantir que as famílias tenham acesso aos serviços de forma mais simples e humanizada.

“Meu sonho é que as famílias atípicas tenham as três secretarias trabalhando juntas: Assistência Social, Saúde e Educação. É isso que estamos construindo. Cada passo que damos representa uma evolução e mostra que estamos avançando para garantir os direitos dessas crianças”, afirmou.

Entre as novidades está a prioridade de matrícula para crianças neurodivergentes e PCDs, que terão acesso ao processo de matrícula dez dias antes da abertura para os demais estudantes. A gestão também anunciou a criação de novas unidades para descentralizar o atendimento especializado e a implantação de salas de recursos multifuncionais nas escolas com maior número de estudantes desse público.

Outra mudança será a criação de um fluxo integrado de atendimento desde a matrícula. A proposta é reunir informações e relatórios da criança durante sua trajetória na rede municipal, garantindo que, ao seguir para a rede estadual, ela leve consigo o histórico necessário para dar continuidade ao atendimento.

“Vamos mudar desde o processo de matrícula. A criança vai ter seu histórico e todo o acompanhamento registrado. Isso é garantir o direito dela desde a entrada na escola”, explicou Flávia.

A proposta também prevê uma comunicação mais próxima entre Educação, Saúde e Assistência Social. Quando professores, coordenadores ou diretores identificarem que uma família precisa de apoio, a própria escola poderá acionar as secretarias responsáveis para encaminhar a demanda.

“Se a escola detectar que aquela família precisa de apoio da Saúde ou da Assistência Social, essas secretarias poderão ser acionadas. A escola será esse canal de comunicação para facilitar o acesso das famílias aos serviços”, destacou a prefeita.

A secretária de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, ressaltou que a construção das políticas públicas precisa partir da escuta das famílias.

“Quem conhece a dor da inclusão é a família que convive diariamente com essa criança. Eu não sou uma mãe atípica e, por mais que consiga dimensionar o tamanho do desafio, nunca vou sentir completamente o que vocês vivem. Por isso, preciso ouvir”, afirmou.

Maria Fernanda lembrou ainda que uma das primeiras ações da gestão foi buscar melhores condições para o atendimento especializado, com a transferência do João Ribeiro para uma sede própria.

Novidades na Saúde

Na área da Saúde, o secretário interino Michael Alves destacou a reestruturação do Centro Especializado em Reabilitação (CER), que passou a funcionar em um espaço com melhores condições de acessibilidade. O município também está construindo uma nova sede do serviço, com previsão de salas sensoriais, fisioterapia, ginásio e ambientes voltados ao desenvolvimento da autonomia.

Outra medida é a descentralização do atendimento, com a Unidade Descentralizada de Reabilitação (UDR) na região do São Mateus, aproximando os serviços das famílias que vivem nas regiões mais afastadas.

Famílias como parte da construção

O encontro também reforçou a importância da participação das famílias na construção das políticas públicas. Para Dina Toledo, presidente do Movimento das Famílias Atípicas de Várzea Grande, a presença dos responsáveis demonstra a importância do diálogo com a gestão.

“Entendemos que estamos sendo ouvidos, e a quantidade de famílias presentes aqui já demonstra a importância desse diálogo”, afirmou.

Atualmente, cerca de 2,3 mil crianças neurodivergentes e PCDs estão matriculadas na rede municipal, número que deve crescer nos próximos anos. Por isso, a prefeita reforçou que a informação precisa chegar a todas as famílias.

“A gente precisa chegar até essas famílias. Quando encontrarem outra família que não veio, levem a informação. Ela terá os mesmos direitos e as mesmas orientações”, pediu Flávia.

Mais do que apresentar novos serviços, o encontro no Fiotão reforçou o compromisso de construir uma rede de atendimento integrada, em que a criança seja acolhida desde a matrícula e tenha seus direitos acompanhados pelas áreas de Educação, Saúde e Assistência Social. O trabalho tem como ponto de partida a escuta das famílias e como objetivo garantir mais inclusão, cuidado e oportunidades.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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